Rede municipal resgatou mais de 2,5 mil alunos para as salas de aula nos últimos três anos

Por Prefeitura de Manaus

28/04/2016 12h41

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Mais de 2,5 mil alunos, que haviam abandonado os estudos, voltaram às salas de aula da rede municipal de ensino, no período de 2013 a 2015. Eles foram resgatados pelo Centro Municipal de Atendimento Sociopsicopedagógico (Cemasp), da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e esse número representa 60,5% das comunicações de infrequência de alunos realizadas pelas escolas, no período.

 

O Cemasp tem como principal atribuição prevenir e combater a evasão escolar da rede pública de Manaus, por meio de visitas domiciliares e acompanhamento integral – psicológico, psicopedagógico ou fonoaudiológico – dos estudantes. De acordo com a chefe da Divisão de Apoio à Gestão Escolar (Dage), Jussara Marques, o sucesso do Cemasp se dá por que os profissionais atuam procurando entender as causas sociais que fazem as crianças e adolescentes abandonarem a escola.

 

“Damos um olhar social para aquilo que acontece dentro das unidades de ensino e com as famílias dos alunos. O aluno que deixa de frequentar a escola cinco dias consecutivos ou 10 dias alternados, essa escola envia uma ficha do aluno infrequente ao Cemasp e eles são atendidos por assistentes sociais por meio de visitas domiciliares”, explicou.

 

O aluno Dickson José Mota, 7, do 1º ano da Escola Municipal Léa Alencar, na Cidade Nova, zona Norte, é um exemplo de sucesso da atuação do Cemasp. Ele iniciou o ano com frequência normal, mas a partir março começou a faltar ao menos duas vezes na semana. A unidade de ensino enviou o formulário ao Cemasp que entrou em contato com a família.

 

“Fomos até a casa dele e descobrimos alguns problemas conjugais da mãe. Nós orientamos e explicamos a importância da criança ter um bom 1º ano, e que isso seria fundamental para a vida acadêmica dele e ela se conscientizou. Na verdade, a maioria dos casos com apenas uma boa conversa se resolve o problema”, afirmou Edilane Monteiro, assistente social que acompanhou o caso.

 

Atualmente, Dickson é um dos alunos mais participativos em sala de aula. O problema da infrequência ficou para o passado e ele tenta agora recuperar os ensinamentos perdidos com as faltas. A mãe do menino, a dona de casa Diandra Mota, 22, conta que nunca ouviu dizer que uma escola se preocupasse com a infrequência de seus alunos. Ela se diz satisfeita e agradecida pela ação do Cemasp.

 

“Estava com alguns problemas e meu pai que ficava com o Dickson, e como meu pai é um pouco adoentado, não estava tendo condições de trazê-lo para a escola. No Cemasp, eles me perguntaram porque meu filho estava faltando e eu expliquei a situação. Aí eles me explicaram que ele poderia ser prejudicado na alfabetização dele e me incentivaram a trazê-lo para aula”, contou.

 

Os números

O Cemasp é dividido em quatro polos. Do número total de reinserções de alunos, 680 foram realizados pelo polo 1 (zona Sul). Já o polo 2 (zona Norte) conseguiu recolocar em sala de aula 1.118 estudantes; outros 1.670 foram resgatados pelo polo 3 (zona Leste) e 225 pelo polo 4 (zona rural).

 

Neste mesmo período, as unidades de ensino da rede municipal encaminharam 4.255 ficais, que são as fichas de comunicação do aluno infrequente, onde a própria escola informa a ausência do estudante e a equipe do Cemasp vai resgatá-lo. Deste total, a atuação da equipe multidisciplinar do Cemasp teve êxito em 60,5% dos encaminhamentos.

 

Durante as visitas domiciliares, a equipe do Cemasp detecta os motivos que levam os estudantes a abandoarem a escola. Muitos são por questão de déficit de aprendizagem mas há, também, casos de problemas familiares. De 2013 a 2015, foram observados 212 casos de vulnerabilidade no lar, que foram encaminhados ao Conselho Tutelar.

 

Texto: Thiago Botelho

Fotos: Cleomir Santos

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação (Semed): 92 3632-2054