Cmei Graziela Ribeiro reúne pais de alunos para falar da falsa denúncia sobre a merenda escolar
06/04/2016 15h47

Para esclarecer dúvidas sobre a falsa denúncia de que vários alunos teriam passado mal após ingerir a merenda da escola, a direção do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Graziela Ribeiro, localizada no bairro Alvorada, zona Oeste, convidou pais e responsáveis, na manhã desta quarta-feira, 6, para uma reunião extraordinária. A denúncia foi feita para uma rádio local por uma pessoa que se identificou como tia de uma aluna e que teria acontecido no dia 30 de março.
A gestora do Cmei, Raquel Thomé, informou que nenhum caso de aluno doente foi registrado pela direção e que no dia citado na reportagem, a escola recebeu apenas 29 alunos, por conta de uma forte chuva, e foi oferecido, na ocasião, arroz, feijão, picadinho e farofa na merenda.
A reunião também serviu para apresentar as cozinheiras do Cmei e o local onde é preparado a merenda. Todos os pais visitaram o depósito de alimentos da escola, e verificaram a data de validade dos produtos que são oferecidos, diariamente, para os 460 alunos de 4 e 5 anos.
“Falamos para os pais que não houve nenhum caso de infecção. Nenhuma família procurou a escola e ressaltamos ainda que há uma virose que está atingindo as crianças e até os adultos e que é uma irresponsabilidade fazer uma acusação afirmando, atribuindo os sintomas da virose a uma suposta intoxicação alimentar, denegrindo a imagem da instituição”, destacou.
A reunião teve a presença maciça dos pais e contou com a participação da nutricionista Solange Freitas, da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Ela afirmou que todos os produtos enviados para o consumo dos alunos são de qualidade.
“Fazemos um cardápio que passa pelo FNDE e pelo Conselho de Alimentação Escolar até ser aprovado. Recebemos o material e verificamos a validade de todos e recusamos os que possuem alguma irregularidade. A comida que chega para os alunos é de qualidade, pois é inspecionada diariamente”, garantiu.
A denúncia está fora da realidade da escola que serve comida de qualidade para os alunos, como afirmaram dezenas de pais que participaram da reunião. Eles destacaram, ainda, o bom relacionamento que a direção da escola tem com a comunidade escolar.
“Eu trouxe meu neto nesse dia (30 de março). Estava chovendo muito e vieram poucos alunos. Ele comeu a merenda, mas em nenhum momento passou mal ou falou que estava ruim”, informou a dona de casa Domingas de Souza.
“Nunca tive problema com a escola. Minha filha estuda aqui há dois anos e sempre comeu a merenda e até chega em casa dizendo que não quer comer porque se alimentou bem no colégio”, contou a dona de casa Michele da Cruz, mãe da aluna Mariana da Cruz, 5.
A dona de casa Glória Silva, mãe do Aluno Gabriel Fonseca, 4, contou que a responsabilidade pela alimentação não deve ser apenas da escola, mas ter o acompanhamento dos pais, que precisam repassar o que o filho pode e não pode comer para evitar futuros casos de doença.
“Meu filho não pode comer certas coisa. Então, a primeira providência que eu fiz foi avisar a direção da escola e elas não deixam ele comer. E se acontecer algo, a gente procura diretamente a escola, pois eles são bastante solícitos”, relatou.
A Semed informa, ainda, que, além de não receber alimentos vencidos, a unidade de ensino está com o laudo de potabilidade da água em dia.
Texto: João Pedro Figueiredo
Fotos: Rodemarques Abreu
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação (Semed): 92 3632-2054


