Prefeitura e Governo do Estado fecham bares e hotéis em Manaus
27/09/2013 20h24
Mais de 300 servidores de 16 órgãos participaram da Operação Centro Seguro 3, deflagrada na tarde desta sexta-feira, 27. A ação conjunta entre a Prefeitura de Manaus e Governo do Estado fechou bares que funcionavam sem licença e que favoreciam a prostituição. O dono de um bar foi preso suspeito de tráfico de drogas. Mais de cem trouxinhas de pasta base cocaína foram apreendidas.
A operação faz parte das ações da Prefeitura de Manaus para organizar o Centro da cidade. O alvo da fiscalização eram bares e hotéis investigados pela Polícia Civil durante dois meses. Foram cumpridos 15 mandatos de busca e apreensão.
Como balanço parcial foram apreendidas 45 trouxinhas de cocaína no Bar do Leite e 110 no Cida Bar, ambos localizados na rua Visconde de Mauá. Duas pessoas foram detidas para prestar esclarecimentos à Seccional Sul. Além desses dois bares, outros quatro foram lacrados por irregularidades nas licenças para funcionamento. São eles: Mangueira, Estrela, Holanda e Júnior.
“É bom que eles saibam que a nossa determinação de consertar o Centro de Manaus é inarredável. Vamos continuar realizando operações porque o Centro não é deles, mas das famílias de Manaus que voltaram a ocupar esse espaço. Temos uma guerra declarada ao tráfico de drogas, à degeneração do Centro, à prostituição de crianças e ao tráfico de pessoas”, disse Arthur Neto.
As prostitutas encontradas foram atendidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), que fará o cadastro de todas e buscará fazer o encaminhamento delas em programas sociais, formação e capacitação técnica e cadastro de emprego.
“As Condições sanitárias são precaríssimas, principalmente nos quartos que funcionam como motéis. Eles não têm nenhuma condição de receber o licenciamento sanitário e, por isso, foram interditados”, disse Fernando Branco, chefe do Departamento de Vigilância Sanitária (DVisa).
O secretário do Centro, Rafael Assayag, destacou a força do trabalho conjunto de órgãos estaduais, municipais e privados. “Ninguém sozinho é capaz de mudar. O Centro estava numa situação de degradação muito grave. A polícia sozinha não conseguia entrar, assim como a Amazonas Energia. Então chegou a peça que faltava, uma ação integrada, com a prefeitura apoiando o processo de todas as formas para combater a criminalidade aqui instalada”, destacou.
A operação também contou com a participação de fiscais das concessionárias de energia elétrica e água e da empresa de TV a cabo. Eles cortaram as ligações clandestinas e notificaram os donos dos estabelecimentos irregulares.
Além da Rua Visconde de Mauá, a operação também fiscalizou bares e hotéis nas ruas Frei José, Tamandaré e Itamaracá. Os 16 órgãos envolvidos divulgarão o balanço final da operação na próxima segunda-feira.
TEXTO: CLEIDIMAR PEDROSO e EMERSON QUARESMA


