Prefeitura inicia discussões para criar programa de capacitação de professores

Por Prefeitura de Manaus

21/07/2015 10h59

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A Prefeitura de Manaus deu início, nesta semana, às discussões com diferentes órgãos para estabelecer as diretrizes de um futuro programa de capacitação de professores em nível de pós-graduação. O projeto está sendo coordenado pela Escola de Serviço Público Municipal e Inclusão Socioeducacional (Espi) e pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), que vão propor uma união de forças com Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e instituições privadas.

 

A iniciativa visa atingir os quase 7,5 mil professores da rede municipal de ensino que ainda não possuem nenhum tipo de curso de pós-graduação, mas o programa, quando criado, pode vir a atender também os professores da rede pública estadual. A Prefeitura também pretende convidar a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para discutir a questão em conjunto e avaliar ainda, a possibilidade de obter recursos federais ao programa público de capacitação do quadro docente.

 

“Hoje temos 15 mil professores [na rede municipal], e mais da metade deles tem especialização. Mas como o universo é gigantesco, ainda são quase 7,5 mil que precisam passar pela pós-graduação. E isso é meta prioritária, por isso estamos em parceria com a Espi. Queremos avançar, mesmo com a crise. Estamos avaliando quais as possibilidades pra atingir o total desse universo”, explica a secretária municipal de Educação, Kátia Helena Schweickardt.

 

De acordo com ela, o Município vai entrar em fase de negociações com UEA, Ufam e as instituições privadas para que, juntas, possam oferecer atendimento qualificado aos professores. A secretária explica que muitos dos servidores já capacitados com pós-graduação o fizeram de forma espontânea, escolhendo a formação que mais lhes interessaram. No caso do programa de capacitação, a prefeitura vai ofertar uma série de cursos em nível de pós-graduação com vistas a atender às demandas em sala de aula.

 

“Temos uma preocupação importante. Não se trata apenas de elevar o número [de professores com pós], mas a qualidade dessa formação. Hoje queremos muito que essas especializações sejam voltadas a atender às fragilidades da rede, como a formação de alfabetizadores, e especialistas em metodologias de ensino de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências para crianças e adolescentes, além de alfabetização de jovens e adultos”, ressalta Kátia Schweickardt.

 

Plano vigoroso

A diretora-geral da Espi, Luiza Bessa Rebelo, afirma que o trabalho conjunto entre as organizações deve resultar em um vigoroso o plano de capacitação aos professores das redes públicas. “A Espi está somando esforços com a Semed para formatarmos um projeto de capacitação vigoroso, amplo e que possa dar reposta a essa demanda. São quase 7,5 mil professores sem pós e a Escola, como órgão responsável pela capacitação de servidores, está buscando com a Semed as alternativas, fontes de financiamento, para capacitar esses servidores que são professores também. É prioritário porque o trabalho deles repercute na sala de aula. Professores capacitados geram maior qualidade de ensino”, avalia Luiza Bessa.