Projeto Educando Educadores no tratamento de pacientes diabéticos capacita profissionais de saúde em Manaus

Por Prefeitura de Manaus

19/06/2015 14h39

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Meio bilhão de pessoas deverão ser diabéticas em todo o mundo no ano de 2030. A estimativa foi repassada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o médico Walter José Minicucci, nesta sexta-feira, 19, no encerramento do curso de capacitação do Projeto Educando Educadores Sem Fronteiras, que teve início na última terça-feira, 16, no Da Vinci Hotel & Conventions. A atividade foi direcionada a 72 profissionais das redes estadual e municipal de saúde em Manaus.

 

O curso reuniu médicos, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e educadores físicos, selecionados entre os profissionais que atuam na rede básica de saúde, tendo a coordenação da SBD com o apoio da World Diabetes Foundation (WDF) e parceria da Associação de Diabetes  Brasil (ADJ). O objetivo é qualificar os profissionais para a utilização da educação em diabetes como principal forma de conseguir a adesão ao tratamento e melhoria da qualidade de vida de seus portadores.

 

De acordo com o presidente da SBD, estima-se que o Brasil tenha hoje 14 milhões de pessoas com diabetes. “É uma doença que representa uma das principais causas de cegueira, amputações e de diálise. São complicações causadas pelo controle inadequado da doença. E não adianta fazer o controle somente com o medicamento, é importante que o paciente tenha acesso a uma equipe que saiba tratar a doença, não é preciso necessariamente um especialista, mas uma equipe multiprofissional preparada para o atendimento”, ressaltou o médico.

 

O controle da diabetes nos pacientes inclui o monitoramento dos níveis de glicemia (açúcar no sangue), utilização correta do medicamento, em conjunto com um estilo de vida saudável e atividade física, reduzindo o risco de complicações.

 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) tem 74 mil pacientes diabéticos cadastrados no Programa de Controle de Hipertensão e Diabetes (Hiperdia), sendo quatro mil deles dependentes da utilização de insulina e fazendo o controle e automonitoramento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “O curso é uma estratégia para que os profissionais da Semsa estejam ainda mais qualificados para o atendimento a esses pacientes. Além disso, a meta da Prefeitura de Manaus é continuar expandindo a cobertura da Atenção Primária à Saúde com a inauguração de novas Unidades de Saúde para atender de forma integral as pessoas com diabetes”, afirmou a diretora do Departamento de Atenção Primária da Semsa, enfermeira Kássia Veras.

 

O curso foi elaborado com um conteúdo programático dividido em aulas teóricas e oficinas práticas sobre alimentação, monitorização da glicemia, insulina, antidiabéticos orais, cuidados com os pés e com a cavidade bucal.

 

Para o enfermeiro Isaac Borges, que atua na Unidade Básica de Saúde da Família – Norte 02 (UBSF – N 02) atendendo os moradores da comunidade Fazendinha (Cidade de Deus), o curso despertou uma maior sensibilidade dos profissionais em relação à diabetes, trazendo as inovações na área e informações sobre as formas de manutenção da boa qualidade de vida do paciente. “A UBSF – N 02 tem 250 pacientes cadastrados no Hiperdia e que recebem atendimento de enfermagem, odontológico e médico. Esse grupo de pessoas será beneficiado com as estratégias que foram apresentadas no curso”, afirmou Isaac Borges.

 

Feira da Saúde

Neste sábado, 20, no período das 9hs às 12h, os participantes do curso e a equipe do projeto vão realizar uma Feira da Saúde, no Parque Municipal do Idoso, na avenida Rio Mar, 1324, Nossa Senhora das Graças, direcionada para a população. Serão aplicados questionários de avaliação de risco para o diabetes, cálculo do índice de massa corporal (IMC), haverá realização de glicemia capilar, além de diversas atividades educativas.

 

Doença

O Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia a fim de que seja aproveitada por todas as células.

 

Pode ser do tipo I (quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina e a doença se instala mais na infância e adolescência, exigindo a aplicação de injeções diárias de insulina) e tipo II (as células são resistentes à ação da insulina e há uma maior incidência da doença em pessoas depois dos 40 anos de idade). Também pode ser do tipo gestacional, que ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe.

 

Os principais fatores de risco são obesidade (inclusive a obesidade infantil); hereditariedade; falta de atividade física regular; hipertensão; níveis altos de colesterol e triglicérides; idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II); e estresse emocional.

 

Reportagem: Eurivânia Galúcio