Idosos recuperam qualidade de vida com a dança no Parque do Idoso
19/03/2015 10h47

As aulas de dança que são oferecidas pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Dr. Thomas, estão mudando a vida de muitos idosos em Manaus, pois a dança, além dos benefícios à saúde, também promove a inclusão social, o estímulo cultural e a autoestima, atendendo as políticas públicas do município para promover a melhoria da qualidade de vida da terceira idade. Atualmente, as aulas estão sendo oferecidas nas modalidades de dança do ventre, salão e coreográfica, que podem ser praticadas por idosos acima de 55 anos.
As aulas acontecem no Parque Municipal do Idoso, rua Rio Mar, 1324, Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul, de segunda a quinta, nos turnos matutino e vespertino. Para participar é necessário fazer a inscrição no setor admissional do parque, sendo indispensável apresentar documento de identidade, três fotos 3×4, comprovante de residência e atestado cardiológico, indicando o grau de intensidade da atividade a ser realizada, e exames com laudo de hemograma completo, eletrocardiograma, EAS, EPF, raios-x de tórax, lipidograma, glicemia e colesterol total.
As atividades contemplam as ações para melhoria da qualidade de vida dos idosos. “A dança traz benefícios à saúde, principalmente na do idoso, pois combate o estresse, controla a ansiedade, aumenta a autoestima, melhora a flexibilidade, o equilíbrio e a coordenação motora, trabalhando também a socialização”, explica o licenciado em dança e chefe de Atividades Físicas do PMI, Douglas Gomes.
“A dança é uma atividade cultural, educativa, física e social. Tem o poder de transformar a vida dos seus praticantes, tendo potencial para inclusão social e elevação da autoestima. Essa é uma forma de materialização da ação do poder público municipal na prevenção e manutenção da saúde física, social e psicológica dos idosos”, reforça diretora-presidente da Fundação Doutor Thomas, Martha Cruz.
Mudança de vida
Severino Marques, 63, frequentador do Parque Municipal do Idoso desde 2013, afirmou que a dança transformou o seu estilo de vida. “Quando eu comecei a participar das atividades oferecidas pelo parque, eu era obeso e sofria de má circulação. Isso mudou a partir do momento que fiz as primeiras aulas de dança de salão, logo senti meu corpo sendo renovado, pois eu trabalhei muito sentado e não praticava nenhuma atividade física”, contou.
O músico ainda disse que a dança mexe com sua autoestima e traz alegria para a sua vida. “A dança me renova, me sinto mais novo e fico muito feliz, pois esqueço todos os problemas quando estou dançando. E o que acho mais engraçado, é que sou conhecido como o “dançarino” do parque, quando chego a qualquer festa ou aula, já me chamam para dançar e eu aceito com todo prazer”, concluiu, com risos.
Lya Monteiro, 63, frequentadora do Parque há 9 anos, ressaltou que o centro de convivência foi um refúgio em um momento de dor. “Quando meu marido morreu fiquei muito triste, isolada, só queria ficar em casa e a minha irmã me trouxe até o parque. Foi quando voltei a ter alegria, pois comecei a conviver com novas pessoas e fiz amizades, deixando meus problemas do lado de fora”.
Ela pratica dança de salão, alongamento e pilates e afirma que dançar significa tudo em sua vida. “Eu adoro dançar, pois desde quando comecei a praticar não senti mais dores nas pernas, melhorei meu condicionamento físico. A dança significa tudo em minha vida, pois foi pelo intermédio dela que me senti de novo feliz e realizada”.
FOTOS:ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Assessoria de Comunicação da Fundação Doutor Thomas (FDT): 92 98842-2990


