DRE II promove integração com os Jogos de Origem Indígena
09/10/2012 17h27
“O importante não é competir, e sim celebrar” a frase exposta em um cartaz na entrada da quadra do CMEI Graziela Ribeiro, onde foi realizado os Jogos de Origem Indígena, explica bem o objetivo do evento, que vai além de uma mera competição e pretende inserir práticas indígenas no dia a dia dos alunos do ensino regular.
Essa é a segunda edição dos jogos e neste ano seis escolas estão participando. São duas modalidades; briga de galo e corrida com tora, em três categorias.
“É obrigatório por meio da lei 11.645/2008 o estudo da história e geografia indígena nas escolas. Os Jogos de Origem Indígena nasceram pela percepção de ampliar a área de atuação e trabalhar e abranger outras disciplinas. Nos jogos os alunos aprendem a respeitar e acabar com o preconceito com os povos indígenas”, disse a coordenadora do evento, Neice Sena.
Competição
A corrida com tora foi a mais empolgante. Sobre um tapete uma equipe de quatro alunos apostavam corrida segurando um cano que simbolizava uma tora de madeira. Após a fase classificatória e semifinais as escolas Maria Madalena Correia e Candido Honório fizeram a grande final da categoria 3, de alunos nascidos em 2004 e 2005.
Antes da decisão, os alunos recebiam as instruções dos técnicos e o nervosismo dos pequenos era latente. Quando o apito de largada soou a equipe da escola Maria Madalena teve dificuldade de ajustar a tora nos braços e perdeu tempo nos primeiros metros, o que foi crucial no resultado. A escola Candido Honório venceu e como disputou em casa, foi comemorar com a torcida.
As palavras do aluno Wendel Rodrigues, 6, do 1º ano do Cândido Honório, mostram que a vitória não veio por acaso. “Nós treinamos várias vezes e por isso ganhamos. Eu sei que se não tivesse treinado não ia ganhar”, afirmou. Perguntado o que faria com a medalha a resposta foi imediata. “Vou pendurar na parede da minha casa”, finalizou.


