Artesãos expõem com o apoio da prefeitura em evento do Dia da Mulher na Prodam

Por Prefeitura de Manaus

08/03/2016 18h45

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Em mais uma ação de apoio da Prefeitura de Manaus, um grupo de 14 artesãos começou a expor seus produtos nesta terça-feira (8), na sede da Processamento de Dados do Amazonas (Prodam), durante evento comemorativo ao Dia Internacional da Mulher. A feirinha de artesanato foi instalada na área externa do prédio, localizado na Praça 14 de Janeiro, zona Sul, e faz parte de uma parceria da empresa com a Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Desenvolvimento (Semtrad).

 

As comemorações tiveram caráter interno, mas possibilitaram que fossem comercializados produtos de cama e mesa, bijuterias, material reciclado e até artesanato indígena do povo Baré.

 

Dentro do auditório, várias lembrancinhas feitas pelos próprios artesãos foram entregues a 140 funcionárias da Prodam.

 

A ação foi destacada pelo diretor do Departamento de Economia Solidária da Semtrad, Virgílio Melo – que representou o secretário da pasta, David Reis, no evento –, como reconhecimento de um trabalho que produz não somente peça comercial, mas agrega valor artístico e cultural. “É uma determinação do prefeito que prestemos esse apoio”, frisou Melo.

 

A feira continua nesta quarta-feira (9), no horário comercial, e visa abranger um horizonte de 400 pessoas que hoje trabalham na Prodam.

 

Uma das que comemoram o êxito nas vendas, neste primeiro dia, foi dona Maria de Jesus Milome. Ela também aproveitou o espaço para divulgar o trabalho que já executa dentro da Associação do Cajual, localizada no Morro da Liberdade, zona sul, numa área cedida pela própria Semtrad. “Quero agradecer a chance que a secretaria nos dá, de estarmos não apenas neste lugar, mas em vários outros locais da cidade”, ressaltou a artesã.

 

Luta

O Dia Internacional da Mulher começou a ser comemorado em todo o mundo a partir de 1910, por ocasião de uma conferência realizada na Dinamarca, em homenagem as mulheres que morreram queimadas numa fábrica de tecidos, localizada na cidade norte americana de Nova Iorque, em 1857.

 

Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, após ocuparem a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho.

 

A data comemorativa só foi oficializada em 1975, por meio de decreto, oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher.

 

Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

 

Fotos: Assessoria/ Semtrad