Prefeitura intensifica ações de prevenção à sífilis congênita
21/10/2014 13h34
A oferta do teste rápido para sífilis em 52 Unidades Básicas de Saúde da rede municipal foi intensificada esta semana pela Prefeitura de Manaus. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está disponibilizando o serviço em cerca de 30 minutos, incluindo o pré e o pós-aconselhamento. O objetivo é identificar de forma precoce os casos de sífilis e, consequentemente, iniciar o mais rápido possível o tratamento, evitando as complicações da doença.
O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, explica que um dos objetivos da intensificação é o combate à sífilis congênita, evitando a transmissão vertical, que ocorre quando uma mulher gestante infectada transmite a doença para o bebê durante a gestação ou o parto. “A sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte da criança ao nascer. O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental. Os problemas de saúde podem ser evitados caso a gestante diagnosticada com sífilis receba o tratamento adequado e dentro do tempo correto”, informa Homero de Miranda Leão.
A Semsa registrou no ano passado 339 casos de sífilis em gestantes e este ano, de janeiro a setembro, foram registrados 199 casos da doença. A maior faixa-etária atingida é de mulheres com idade entre 20 e 34 anos.
A chefe do Núcleo de Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids e Hepatites Virais da Semsa, Adriana Raquel de Souza, informa que para se evitar a sífilis congênita existe uma preocupação dos profissionais de saúde no diagnóstico da doença entre mulheres gestantes, ainda no início do pré-natal. “Nesse sentido, o teste rápido é um instrumento muito importante por permitir maior rapidez no diagnóstico”, explica Adriana Souza.
Capacitação
A Semsa também iniciou nesta terça-feira, dia 21, um curso de Manejo Clínico da Sífilis, na Escola de Serviço Público Municipal, avenida Profº Nilton Lins, Nº 3259, Bloco D – Parque das Laranjeiras, direcionado para enfermeiros e médicos da Atenção Primária à Saúde.
De acordo com a enfermeira Francisca Sonja Farias, gerente da Rede Cegonha (estratégia do Ministério da Saúde, operacionalizada pelo Sistema Único de Saúde fundamentada nos princípios da humanização e assistência das mães e recém-nascidos), o curso é um dos instrumentos para a capacitação dos profissionais da saúde para a prevenção, tratamento e acompanhamento dos pacientes com sífilis, principalmente no período do pré-natal.
Uma das estratégias utilizadas pela Semsa é o chamando pré-natal masculino, que significa incluir o homem em todo o processo de cuidado com a mulher gestante. “É importante que os profissionais de saúde consigam inserir o parceiro da mulher gestante no pré-natal, aproveitando a presença do homem como acompanhante para realizar os testes necessários e, se for o caso, iniciar o tratamento, quebrando a cadeia de transmissão e impedindo os estágios mais avançados da doença”, destacou Francisca Farias.
Reportagem: Eurivânia Galúcio


