Lazer do final de semana gera uma tonelada de lixo na praia da Ponta Negra
25/06/2012 17h01
Quem procurou a praia da Ponta Negra na manhã desta segunda-feira (25), mais uma vez se deparou com a grande quantidade de garis recolhendo o lixo deixado no local durante o final de semana.
Ao todo, 45 servidores da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), recolheram uma tonelada de resíduos, principalmente garrafas de vidro, PETs, latas de alumínio e sacos plásticos.
Apesar de lixeiras estarem dispostas a menos de vinte metros umas das outras, para muitos frequentadores, o mais cômodo é deixar os dejetos na própria areia. “Eu acho que a quantidade de lixeiras é suficiente. O que falta é consciência às pessoas em jogar o lixo nos depósitos”, apontou o mototaxista Edimar Teixeira, que aproveitou a segunda-feira ensolarada para curtir com a família o mais novo point da cidade.
A pastora Antonia Alves também se mostrou indignada com a quantidade de lixo recolhida pelos garis da prefeitura durante a manhã. “É falta de educação das pessoas. Esperamos tanto tempo para ter um lugar como esse e agora que temos, não estamos cuidando. Chega a ser um absurdo ver tanto lixo jogado no chão”, reclamou.
Acostumado às principais praias do nordeste brasileiro, o vendedor Washington Luís disse estar encantado com a praia perene. Pela primeira vez vem a Manaus, cidade que escolheu para viajar com a família – mulher, filha, dois netos, uma tia e uma cunhada. Indagado sobre a questão do lixo nas praias, o vendedor foi taxativo: “Isso é um problema do brasileiro. Ele não está nem aí. Por diversas praias onde passei, sempre vejo o mesmo problema. As pessoas não tem higiene e o resultado é esse. É uma vergonha”, criticou.
A encarregada da equipe da Semulsp, Rosa Maria Doce, explicou que a sujeira deixada na Ponta Negra acaba prejudicando o trabalho que precisa ser desenvolvido em outras áreas da cidade. “A maioria dos garis que está aqui deveria estar realizando serviços de capinação em outros bairros. Mas, como a quantidade de lixo aqui estava muito grande, fomos remanejados pra cá. Muitas vezes as pessoas reclamam que as ruas estão sujas, que falta capinação, mas elas não entendem que um serviço acaba deixando de ser feito por causa de outro, como a limpeza de igarapés, por exemplo”, justificou a encarregada.
Placas não são respeitadas
Apesar das diversas placas de “Não pise na grama” estarem espalhadas por toda a parte de jardinagem da Ponta Negra, muitas pessoas ignoram o aviso e fazem da área um local para descanso ou até mesmo para um bate papo. O problema é que, ao saírem, deixam restos de alimentos, garrafas e sacolas plásticas.
Com isso, mais trabalho para os garis da Semulsp, que depois da areia ainda precisam “escalar” as áreas gramadas para recolher o lixo. “Nossas equipes estão na Ponta Negra todos os dias, mas é na segunda-feira que temos o maior trabalho”, concluiu Maria Doce.
Internautas puxam orelha de “porcalhões” em redes sociais
É cada vez maior o número de postagens nas redes sociais, como Facebook e Twitter, de pessoas indignadas com o tratamento que muitos frequentadores estão dando à Ponta Negra e a outros pontos da cidade, como os igarapés. Frases do tipo: “Educação, a gente vê por aqui” e “Falta de educação é o que há!” são encontradas facilmente em fotos e mensagens deixadas na grande rede.
A internauta Lia Barboza defende a cobrança de multas a quem pisar na grama. “Se não pesar no bolso, não tem jeito… Não respeitam mesmo”. Já a jornalista Adriana Diniz destaca: “Educação, cadê você? Apresente-se para o povo que ainda não te conhece!”.


