SMTU Cobra Repasse do SINETRAM
14/06/2012 18h05
Nesta quinta-feira, o diretor de transporte urbano Antonio Norte e a diretora de logística e finanças Iolane Machado reuniram a imprensa para esclarecer sobre o repasse dos R$ 0,05 por parte do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). A entidade é responsável pelo gerenciamento do Sistema de Bilhetagem Eletrônica do transporte público coletivo de Manaus.
De um lado, o Sinetram alega que está investindo em sistemas atuais de bilhetagem eletrônica. Do outro, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) cobra o repasse do montante relativo aos R$ 0,05 sobre a tarifa das passagens. “Vamos aguardar por um estudo jurídico e, no caso de uma resposta negativa do Sinetram, buscaremos meios judiciais. A cláusula vigésima quinta diz que, da remuneração de serviços no valor de R$ 2,75, devem ser repassados R$ 0,05 para o órgão gestor, neste caso, a SMTU, para a modernização do sistema”, destacou Norte. Caso o Sinetram faça ameaças como diminuir o efetivo com argumento que o custo operacional não está sendo coberto, o diretor garante que a população não sofrerá nenhum prejuízo. “O Poder Público não pode se submeter a qualquer interesse e, sim, ao que diz respeito a coletividade, destino final do serviço de excelência que deve ser prestado”, enfatiza ele.
Sobre os planos da Prefeitura para utilização do dinheiro, o diretor de transportes urbanos adianta que os setores técnicos da SMTU já iniciaram estudos sobre modelos atuais para o transporte a fim de oferecer benefícios e comodidade para a população. Entre os projetos está a restruturação de terminais, que já é objeto de licitação. “Nossa equipe de engenharia está nas ruas, fazendo levantamento sobre as mudanças necessárias para que a população esteja protegida do sol e da chuva em seu deslocamento”, comentou Norte, alegando que a conclusão do projeto deve acontecer até o fim da atual gestão. “No total, 700 abrigos serão reformulados e alguns devem sofrer remanejamento a pedido da comunidade”.


