Virada Cultural fecha com evolução de ritmos e solidariedade

Por Prefeitura de Manaus

28/05/2012 2h38

Icone audio

Mais de 24 horas de espetáculos musicais, teatrais e de dança, em dez locais diferentes e espalhados por praticamente todas as zonas da cidade. Com a participação de mais de 30 atrações nacionais e locais, a Virada Cultural 2012, promovida pela Prefeitura de Manaus, encerrou, já na madrugada desta segunda-feira (28) sua terceira versão. Diversidade de estilos e recorde de público marcaram o evento que começou ainda no sábado (26), resultado do esforço conjunto de sete secretarias municipais, coordenadas pela Fundação Municipal de Eventos e Turismo (Manauscult) com o apoio da Polícia Militar do Amazonas.

A emoção tomou conta das pessoas em vários pontos das apresentações, como aconteceu, por exemplo, quando Wanderléia, cantou a antológica frase: “Pare, agora!”, por volta de duas horas da madrugada de domingo (27), para um público fiel e animado, no CSU do Parque Dez. Socorro e Jackelima Lima, mãe e filha, curtiram juntas o show da “Ternurinha” encostadas na grade do frontstage do. Trinta anos de vida separando as duas gerações não impediram que elas cantassem, em coro uníssono, as músicas da musa da Jovem Guarda. “Ver Wanderléia em Manaus, bem de pertinho é o máximo”, resumiu Socorro.

Por vários palcos, a interação do artista com o público foi motivo de quase catarse coletiva. Alceu Valença que o cante. O intérprete e compositor pernambucano pareceu brincar no palco, divertindo-se mais do que as mais de quarenta mil pessoas  que lotaram a arena do Centro Cultural Povos da Amazônia na noite de sábado. Fez bis, “tris” e resumiu a brincadeira dizendo que “agora, eles iam cantar o repertório de traz pra frente”. E praticamente foi o que aconteceu para deleite do público, destacada a imensa parte de recifenses que foram prestigiar Alceu até com bandeiras de Pernambuco, camisas do Sport e chapéus de vaqueiro. Tudo valia a pena para recordar a terra distante. “É uma emoção única ouvir um conterrâneo cantar as coisas belas que temos na nossa terra”, resumiu o engenheiro Carlos Portilho, recifense e morador de Manaus há 20 anos.

Qualidade musical foram boas constatações. Diogo Nogueira entrou no palco da praça de alimentação do Eldorado e arrancou aplausos calorosos da multidão que lotava o local. “Alô Manaus, essa eu quero ouvir vocês cantando”, repetiu de várias maneiras com o mesmo sentido o pagodeiro considerado mais bonito na atualidade pelo público. Leci Brandão, Tucumanus, os DJs da cidade, Eliana Printes, Gustavo Lins, e vários outros, transformaram em sucesso os dois palcos do Eldorado por todo o final de semana.

Os nossos meninos não fizeram feio. Bandas jovens como Bandaid, Blak Mersey, Sinon, RG7 e Artigo Quinto mostraram, no palco da Ponta Negra, que renovação também se garante no rock amazonense. Por sinal, foi o rock que marcou toda a programação do palco do principal cartão postal da cidade. A banda CPM 22 ajudou a levar ao delírio o público estimado em 40 mil pessoas pela Guarda Municipal.

No palco montado na Avenida Itaúba, no Jorge Teixeira, zona Leste, o público cantou com Nunes Filho, mas também com uma avalanche de pagodeiros. Salgadinho foi recebido com festa assim como os sertanejos Higor e Hugo, a banda Gaviões do Forró e Mário Sérgio, hoje compositor pelo Show Samba Mix no Brasil.

Em todos os palcos, um forte esquema de segurança a cargo da Polícia Militar do Amazonas garantiu tranquilidade ao público e o bom andamento da festa. A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) assegurou a circulação dos coletivos por todo o final de semana nas áreas das apresentações, enquanto mais de 500 agentes de trânsito coordenaram a circulação de veículos. Nesta segunda-feira, a Fundação Municipal de Inclusão Socioeducacional, responsável pela coleta de donativos nos palcos da Virada para as vítimas da cheia, apresentará um balanço do total arrecadado.