Semsa, FVS e Inpa orientam empresas da construção a criar brigadas de combate à dengue e alertam sobre multas

Por Prefeitura de Manaus

01/02/2012 17h19

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A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) promoveram, nesta quarta-feira (1º), uma reunião com representantes de empresas do Setor da Construção Civil, para orientar sobre a necessidade de reforço das medidas de combate à Dengue nos canteiros de obras da cidade. Os técnicos dos três órgãos apresentaram sugestões de cuidados e métodos que podem ser adotados nestes espaços, para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença. Durante a reunião, que aconteceu na sede do Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci), os técnicos da Semsa também fizeram um alerta: o Código Sanitário do Município prevê multa para os empreendimentos do setor, que não adotarem os cuidados para drenagem das águas (originadas ou não pelas chuvas), de forma a impedir a proliferação de mosquitos.

 “Nosso esforço, no entanto, é para que não seja necessário chegar ao ponto de autuar e multar os responsáveis pelos empreendimentos. É muito mais importante que as empresas entrem nesse processo como co-responsáveis pelas medidas de combate à dengue. Desta forma, estarão protegendo não apenas seus trabalhadores, mas a população que vive no entorno dos canteiros de obras”, frisa o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato.

A criação de brigadas internas, formadas por funcionários que possam fazer o monitoramento e eliminar os criadouros do mosquito da dengue nos canteiros de obras é uma das recomendações que está sendo feita pela Semsa e a FVS às construtoras. “Os dois órgãos farão a capacitação necessária desses trabalhadores, para a realização destas tarefas, e os resultados serão monitorados”, disse o secretário.

Os representantes das construtoras assistiram a uma palestra com dados estatísticos e orientações gerais sobre a Dengue, proferida pelo biólogo e doutor em Entomologia Ricardo Passos, da FVS. Ao reforçar a importância da criação das “brigadas”, ele apresentou um formulário (uma lista de tarefas), confeccionado pelo órgão de vigilância epidemiológica estadual, que pode orientar o trabalho diário das brigadas. “A nossa proposta é que as brigadas adotem este check list, que facilita o monitoramento de todas aquelas situações que podem contribuir para a proliferação do mosquito da dengue”, frisou.

 A adoção do método de tratamento de criadouros do mosquito da dengue com uma mistura à base de Cal e Cloro Orgânico é outra medida que está sendo sugerida às construtoras. O doutor em Entomologia Wanderli Pedro Tadei, do Inpa, que desenvolveu o método, também fez uma exposição na reunião desta quarta-feira. O pó resultante da medida, explicou o pesquisador, deve ser aplicado em locais que acumulam água, como é o caso das lajes dos edifícios em construção. Essas áreas costumam passar um período alagadas, como parte dos testes de infiltração da obra. Recurso considerado de baixo custo, o método garante uma taxa de mortalidade de 100% das larvas do mosquito e protege a área onde a mistura é aplicada por um período de 7 a 15 dias. Devidamente treinados, os próprios trabalhadores podem fazer a aplicação da mistura.