História de superação marca encerramento do 1º Balaio Cultural da Educação

Por Prefeitura de Manaus

27/06/2014 11h49

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O encerramento do 1º Balaio Cultural da Educação foi marcado pela palestra do pedagogo brasileiro conhecido como um dos dez maiores contadores de história do mundo. Roberto Carlos Ramos, que fugiu diversas vezes da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem)  entre a infância e a adolescência, mostrou aos profissionais da rede pública de ensino como a educação e a oportunidade podem transformar a vida das pessoas.

A palestra ocorreu nesta quinta-feira, 26, no teatro do Colégio Século, no bairro Ponta Negra, zona Oeste. O Balaio Cultural da Educação é uma realização da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

Antes da palestra, os profissionais da educação básica prestigiaram o show do humorista Márcio Braga.

Palestra

Roberto Carlos é mestre pela Universidade Estadual de Campinas. Ele iniciou a palestra contando uma história sobre como se pode chegar a um resultado de sucesso. “Existem pessoas ordinárias e extraordinárias. Qual delas você quer ser? As oportunidades estão em nosso caminho e termos que ser persistentes em nossos objetivos”, destacou.

Em seguida, ele contou que foi considerado um caso irrecuperável na Febem. Ele foi interno da fundação dos seis aos 13 anos. Deixou a fundação quando foi adotado por uma francesa que se negou a acreditar que uma criança como ele pudesse ser um caso perdido.

Com ela, Roberto aprendeu a ler e a escrever, a falar francês e, principalmente, a dar e receber afeto. Na França, descobriu a arte de contar histórias. De volta ao Brasil, formou-se em Pedagogia e acabou se tornando o que ele mesmo define como “O Embaixador do País das Maravilhas”.

Roberto é Pedagogo, mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pós-graduado em Literatura Infantil pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), membro da Associação Internacional dos Contadores de Histórias e Valorizadores da Expressão Oral Mundial, sediada em Marselha (França). Em 2001, na cidade de Seattle, nos Estados Unidos, foi eleito como um dos dez maiores contadores de histórias da atualidade.

A professora Maria da Conceição se mostrou bastante contente após a palestra. “Já tinha lido o livro sobre a história dele e poder conhecê-lo pessoalmente foi muito bom. A palestra é muito boa, faz você perceber as coisas boas da vida e parar de se lamentar pelas coisas que não deram certo. Foi muito interessante essa iniciativa e a ideia de fazer o Balaio Cultural da Educação foi sensacional”, relatou.

Balaio

O Balaio Cultural da Educação levou programação artística, humorística, lúdica e musical do dia 16 ao dia 26 de junho, durante o recesso dos professores, e foi considerado um sucesso pelo secretário municipal de Educação, Humberto Michiles.

“Foi um sucesso pela participação dos educadores, pela qualidade das apresentações. Teve ópera, cinema, peças teatrais, dentre outras atividades. A receptividade dos professores demonstra que é uma proposta que deu certo. Agora vamos fazer dessa ideia uma política pública permanente, tanto no recesso quanto nas férias do final do ano dos educadores. Além das atividades, o Balaio serviu para mostrar para a sociedade a valorização dos profissionais da educação, tanto da Semed quanto da Seduc, pois está nas mãos deles a formação dos nossos alunos”, frisou.

O prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, destacou a qualidade da programação do projeto. “Foi muito rica a programação, muito interessante de se fazer. Uma programação culta que veio da inspiração dos secretários de Educação, Rossieli da Silva, da Seduc, e do Humberto Michiles, da Semed, que escolheram com muita felicidade, pois ofereceram um bom produto aos educadores durante todo o evento”, informou.

 

Texto: João Pedro Figueiredo