Prefeitura vai implantar dois Ambulatórios para Tratamento de “Pé Diabético”

Por Prefeitura de Manaus

03/10/2011 15h46

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A Prefeitura de Manaus está se preparando para implantar, ainda neste segundo semestre, os dois primeiros Ambulatórios para Tratamento de Pé Diabético, no Amazonas. Os técnicos que vão atuar nos ambulatórios já começaram a participar de treinamento. Os ambulatórios vão funcionar nas Policlínicas Raimundo Franco de Sá, no bairro Nova Esperança, e Enfermeira Ivone Lima, no Coroado III.

O chamado “pé diabético” é uma das complicações mais comuns da doença, de acordo com o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato. O problema é responsável por um número muito expressivo de internações hospitalares entre os portadores de diabetes. “Os ferimentos, se não tratados corretamente, podem evoluir com gravidade, levando, inclusive, a muitos casos de amputações”, alerta Deodato.

Nos ambulatórios que a Prefeitura vai implantar esses pacientes serão acompanhados, farão os curativos e receberão as orientações sobre os cuidados permanentes que devem adotar, tanto com os ferimentos quanto em relação ao rigoroso controle do nível de glicemia. Por se tratar de procedimento altamente especializado, os Ambulatórios do Pé Diabético vão funcionar em policlínicas, ressalta o secretário Francisco Deodato.

Nesta segunda-feira (3), a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) iniciou a capacitação de 120 profissionais da área de Enfermagem que vão atuar nos ambulatórios. O foco da capacitação são as medidas de prevenção e o diagnóstico precoce. “É muito importante que o profissional esteja atento e preparado para identificar aqueles casos em que o paciente está em risco de apresentar as lesões características do pé diabético, podendo, a partir daí, fazer as orientações e os encaminhamentos necessários”, explica Caroline Rente, coordenadora municipal do Programa de Controle e Prevenção da Hipertensão e Diabetes (Hiperdia) da Semsa. O curso está acontecendo no auditório da Semsa e se estenderá até quarta-feira (5).

Na rede municipal de saúde, os pacientes portadores de diabetes podem realizar suas consultas e exames periódicos, com acesso a medicamentos, incluindo a insulina (dos tipos Regular e NPH). Mais de 20 mil são monitorados pelas ações do Hiperdia. “Uma parte desses pacientes, inclusive, participa do programa de auto-monitoramento. São diabéticos que recebem os insumos (glicosímetro e tiras) que lhes permitem controlar diariamente e em casa os níveis de glicose no sangue”, diz a coordenadora.

Fique por dentro: a neuropatia (alteração da função do nervo), a arteriopatia (alteração do fluxo sanguínio pelas artérias) e a infecção (diminuição da resistência a micróbios) são algumas das complicações do diabetes. Os diabéticos que não controlam sua glicemia adequadamente estão muito vulneráveis a problemas nas extremidades do corpo, principalmente os pés. A freqüência do problema é tão comum que resultou no termo “Pé Diabético”.

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Reportagem – Terezinha Torres

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