Semmas realiza operação para coibir captura de quelônios e ovos no Tupé
28/09/2011 15h42
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), em parceria com o Batalhão Ambiental e a Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), está desenvolvendo, desde o último dia 22 deste mês, a Operação Quelônio, que consiste na realização de ações de fiscalização noturna ao longo da orla da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, com a finalidade de coibir a captura de quelônios e ovos. As espécies, de acordo com denúncias recebidas pela Divisão de Áreas Protegidas da Semmas, estão sendo alvo de pescadores, que procuram as praias, surgidas a partir da vazante do rio, para violarem os ninhos com os ovos e capturarem os animais. “A vazante é o período em que ocorre a desova e a ação dos infratores se dá geralmente à noite, quando a maioria das espécies deposita seus ovos”, comenta o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, que determinou a realização da operação.
Os ovos podem levar em torno de 60 dias para eclodir e também são roubados durante o dia. “Os buracos são facilmente encontrados devido ao rastro deixado na areia pelos animais”, afirma o gestor da RDS do Tupé, Alessandro Sampaio. Segundo ele, a equipe percorreu durante três noites seguidas diversos pontos da orla da RDS. O veterinário Laérzio Chiezorin, gestor do Refúgio Sauim Castanheiras – unidade de conservação da Prefeitura de Manaus, para onde são levados animais silvestres encontrados em situação de risco – explica que existem diversos pontos de concentração de ovos ao longo das praias mais afastadas porque as tartarugas geralmente se afastam das áreas onde há muita presença humana.
Nas três madrugadas, a equipe fez abordagem a embarcações que trafegavam pelo local e vistoriou os porões dos barcos, com a autorização dos proprietários. Nenhum flagrante de captura de quelônios foi feito, embora tenham sido encontradas diversas malhadeiras utilizadas para a pesca de peixes para comercialização, que também é proibida na RDS do Tupé, conforme decreto de criação da reserva. As malhadeiras e tarrafas foram recolhidas. A operação tem caráter preventivo e continuará ocorrendo durante todo o período da vazante, em datas não divulgadas.
A Semmas e o Batalhão Ambiental da Polícia Militar firmaram parceria para a realização de operações de fiscalização e monitoramento na RDS do Tupé, tendo em vista a necessidade de impedir a ação predatória do homem na área e salvaguardar os direitos dos moradores da reserva.


