Sobrevoo identifica acesso à suposta área de extração de minério no Tarumã

Por Prefeitura de Manaus

29/07/2011 18h14

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Os técnicos da Diretoria de Qualidade e Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) identificaram, em um sobrevoo realizado na tarde da última quinta-feira (28), os locais de acesso à suposta área de extração mineral na Área de Proteção Ambiental (APA) do Tarumã. Eles fizeram um pouso com o helicóptero no terreno, que fica na altura do Km 3 da BR-174 e encontraram sinais da atividade de exploração, com uma grande quantidade de pedras amontoadas. Não havia, entretanto, marcas de pneus de veículos e maquinários, nem sinais da presença de trabalhadores. Uma casa que provavelmente serve de apoio se encontrava fechada  no local.  O sobrevoo faz parte do trabalho de monitoramento da APA do Tarumã.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra,  de posse das coordenadas geográficas da área, os fiscais poderão chegar até o local por chão para identificar quem seria o proprietário do terreno, confirmando ou não a procedência das denúncias de que estariam ocorrendo explosões na área. Ele ressalta que as denúncias podem ser feitas pelo 08000-92-2000, que funciona em regime de plantão 24 horas.

Desde a última segunda-feira, quando tomou conhecimento por meio da Imprensa da suposta exploração mineral, a Semmas tentou, sem sucesso, localizar a área por terra, em duas tentativas – uma pela Estrada do Turismo e outra pela BR-0174, seguindo as orientações do denunciante. “Depois do sobrevoo realizado será possível acessar a área e atestar a existência de um responsável pela exploração, para que a secretária adote as medidas cabíveis”, afirmou o diretor de Qualidade e Controle Ambiental da Semmas, Norberto Magno. Segundo ele, o sobrevôo também serviu para identificação de novos focos de invasão na APA do Tarumã, além dos já existentes ao longo da APP do Igarapé do Mariano, nas comunidades Novo Paraíso e Jeferson Perez.

“Observamos que os invasores estão utilizando como estratégia a abertura de clarões na mata e a construção de poucas casas, como forma de marcar território, à custa da derrubada de muitas árvores de grande porte e queimadas de grandes proporções”, informou Norberto Magno, acrescentando que alguns pontos foram georeferenciados visando uma futura intervenção na área.