Semmas fiscaliza estaleiros na bacia do Tarumã

Por Prefeitura de Manaus

26/07/2011 20h35

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Fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) realizaram na tarde desta terça-feira (26) uma vistoria em estaleiros situados às margens do igarapé do Mariano e do Rio Tarumã Açu, no Tarumã, com a finalidade de verificar a situação de regularidade dos mesmos em relação ao licenciamento ambiental. O objetivo da ação é coibir a instalação de estaleiros clandestinos, uma vez que a produção de resíduos gerados pela atividade tem um grande impacto sobre os cursos d’água. Cinco estaleiros foram visitados pelos fiscais e notificados a apresentarem o licenciamento ambiental num prazo de 48 horas, na sede da secretaria, na avenida André Araújo, 1.500, no Aleixo.

A determinação da vistoria foi dada pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, em função das denúncias cada vez mais freqüentes da existência de estaleiros se instalando clandestinamente na área do Tarumã, com terraplanagem e assoreamento dos cursos d’água. O secretário determinou também que fosse feito o monitoramento, pela via fluvial, da área da invasão do terreno disputado na Justiça pela Eletroferro, alvo de invasores. A denúncia é de que canoas estariam fazendo o transporte de madeira ilegal para a construção de barracos na área.

O diretor de Qualidade e Controle Ambiental, da Semmas, Norberto Magno, explicou que o maior impacto da atividade dos estaleiros são os resíduos provenientes do processo de construção das embarcações. “Esses resíduos têm que ser armazenados e coletados para que não sejam descartados no rio, ou queimados, quando amontoados nas margens. Nos dois casos, ocorre a prática de crime ambiental”, explicou. Resíduos de óleo, a depender do tipo de serviço que esteja sendo realizado, também são uma ameaça para os afluentes, já que nos estaleiros são feitos serviços de restauro e manutenção de embarcações.

Num dos estaleiros visitados, a fiscalização encontrou um grande volume de resíduos amontoados em um flutuante e indícios da queima de fibra de vidro, material tóxico altamente inflamável, utilizado inclusive para fazer fogo numa churrasqueira. “Além de notificá-los a apresentar o licenciamento no prazo determinado,  orientamos o responsável pelo empreendimento a fazer a coleta dos resíduos, entre eles  latas e garrafas pet, que se encontravam amontoadas e que evitassem a queima dos produtos como a fibra de vidro, que pode trazer sérios danos à saúde”,  afirmou Norberto.