Operação ‘Maçã Proibida’ apreende mais de 3,5 mil produtos piratas da Apple

Por Prefeitura de Manaus

12/11/2019 16h53

Icone audio

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor e Ouvidoria – Procon Manaus (Semdec), policiais civis da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon), em parceria com agentes da Receita Federal, deflagraram na manhã de segunda-feira, 11/11, a operação “Maçã Proibida”, em duas lojas situadas no Centro, que resultou na apreensão de cerca de 3,5 mil produtos falsificados da marca Apple.

 

12.11.2019 Órgão de Defesa do Consumidor apresentam resultados da operação Maçã Proibida (1)

 

O balanço da operação foi divulgado durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira, 12/11, no prédio da Decon. O secretário-interino da Semdec, Rodrigo Guedes, informou que a falsificação de produtos é caracterizada como um crime contra as relações de consumo, o que causa uma série de prejuízos ao município, pois não há tributação em cima dos produtos.

 

Para Guedes, essa parceria com os três órgãos mostra a sintonia na relação ao respeito com o consumidor, além de mostrar a preocupação com outros crimes dentro do contrabando. “Não queremos prejudicar ninguém, apenas que todos ajam de acordo com a lei até porque dentro do contrabando de mercadorias há também outros crimes envolvidos”, disse o secretário, alertando ainda que o órgão vai intensificar ações de combate à fraude em toda a capital, seguindo orientação do prefeito Arthur Virgílio Neto.

 

As lojas foram autuadas administrativamente pelos agentes da Receita Federal e Procon Manaus. A equipe da especializada também notificou os proprietários dos estabelecimentos comerciais, que vão responder por crime contra as relações de consumo e contrabando de produtos falsificados. Eles têm dez dias para apresentar defesa aos órgãos.

 

Investigações

O delegado Eduardo Paixão, titular da especializada, informou que as investigações em torno do caso iniciaram há cerca de dois meses, quando a empresa Apple, sediada na Califórnia (Estados Unidos), encaminhou um representante para Manaus, onde foi formalizada a denúncia sobre os produtos falsificados.

 

Segundo o delegado, nas duas lojas abordadas, foram apreendidos mais 3,5 mil produtos falsificados da marca, dentre eles carregadores, cabos USB e fones de ouvido, inclusive com selo de autenticidade falso. “A empresa Apple formalizou a denúncia, por meio do procurador da empresa em São Paulo, que acionou a Decon. Foram dois meses de investigação desde que protocolamos a denúncia na sede da Delegacia Geral. Durante a ação, foram apreendidas mais de 3,5 mil espécies de mercadorias, todas ligadas à marca Apple”, disse o titular da Decon.

 

Eduardo Paixão explicou que ao optar por produtos clandestinos o consumidor abre mão de uma série de garantias, já que o mercado informal não é regulado pelo Código de Defesa do Consumidor e o material pode apresentar riscos para a saúde, por não passar por inspeção.

 

“A Decon quer provocar não só o consumidor final, como todos os empresários que agem de boa-fé a formalizar denúncias na delegacia, na Receita Federal, no Procon Manaus ou Estadual, para que haja esse combate, para que não possamos ser coniventes com a prática da pirataria, com a concorrência desleal com o empresário que age de boa-fé. Somos abertos a todas as empresas, então o empresário que tem ao seu lado um comerciante agindo de má-fé, os denuncie, porque vamos coibir essa prática”, destacou Eduardo Paixão.

 

O delegado pede que as pessoas que forem vítimas desse tipo de crime, denunciem por meio dos números: (92) 99962-2731 e 3214-2264, ou formalizem pessoalmente no prédio da especializada situado na rua Felismino Soares, bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul de Manaus.

 

Receita Federal

O chefe do Serviço de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho (Serep) da Receita Federal, Paulo Galdino, participou da coletiva e destacou a participação da Receita Federal durante a operação. “O papel da Receita Federal nessa operação é resguardar o direito da propriedade intelectual das marcas. Vamos dar prosseguimento a essa denúncia e rastrear para descobrir o foco desses produtos, que produzem uma ameaça para o consumidor final, sobretudo o próprio crime contra a propriedade intelectual”, disse Galdino.

 

Texto – Divulgação / Semdec

Foto – Nathalie Brasil / Semcom

Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHsmJjXd3u