Membros do Comitê Pró-Copa se reúnem para análise das primeiras atividades

Por Prefeitura de Manaus

15/03/2014 18h58

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A criação de novas bases de monitoramento e a expansão da fiscalização para bairros da periferia da cidade, além da elaboração de um plano estratégico de atuação para o período da Copa do Mundo, foram as principais resoluções da reunião de avaliação dos membros do Comitê Local Integrado Pró-Copa, ocorrida na sede da Semasdh, neste final de semana.

 

Entre as análises realizadas estão a atuação das equipes nos eventos carnavalescos e no entorno da Arena da Amazônia, durante a inauguração, ocorrida no dia 9 de março. Segundo a avaliação, as equipes volantes de trabalho, que circularam em diversas zonas, cumpriram seu papel efetivo registrando diversas situações de violação de direitos da criança e do adolescente, como exploração do trabalho infantil, abuso sexual de crianças, crianças desacompanhadas, ingestão de bebidas alcoólicas, maus tratos entre outras.

 

Ao todo, durante as operações do carnaval, foram registrados 111 ocorrências.

 

A exemplo do carnaval de Salvador na Bahia, foram registrados casos de violação de direitos distante do foco das festas. Por esse motivo, foi decidido que haverá monitoramento também dos bairros da periferia de Manaus.

 

Na reunião foi decidida a elaboração de um plano estratégico para atuação no período de Copa do Mundo, por se tratar de um evento específico, de características que diferem dos eventos populares como festas do boi-bumbá e carnaval, e ainda pelo difícil acesso à Arena, bem como o distanciamento do FIFA Fan Fest™ (Complexo Turístico Ponta Negra), e a cidade em geral.

 

A secretária Executiva de Assistência Social e Cidadania (Seas), Graça Prola observou que além da Central de Plantão, que funciona na avenida Lóris Cordovil, é necessária a criação de novas bases espalhadas pela cidade, que receberão suporte de ações coordenadas através da Central de Plantão do Comitê. “Entendemos que por ser um evento mais complexo, onde poderá haver diversas ocorrências, não só na Arena da Amazônia e seu entorno, como em toda a cidade que estará bastante movimentada, faz-se necessário um olhar mais amplo. Daí a ideia de se descentralizar as atividades, delegando aos grupos de trabalho uma atuação mais eficiente e o rápido atendimento”, analisou.

 

Para a secretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Goreth Garcia Ribeiro, a avaliação das atividades desenvolvidas foi positiva, mas é necessário ampliar o atendimento, com apoio da sociedade civil organizada e também do voluntariado engajado para compor os trabalhos do Comitê. “Precisamos ter o envolvimento da Polícia Militar de forma direta, para que nos reconheça como parceiros, atores importantes nos grandes eventos, observando que a garantia dos direitos humanos”, alertou.

 

Fazem parte do Comitê, Semasdh, Seas, ONGs, Cedeca Pé na Taba (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente), Amazonastur, Manauscult, CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) CEDCA-AM (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente), conselhos tutelares, UNICEF, entre outras entidades, formando assim uma rede de proteção à criança e ao adolescente na cidade de Manaus e no estado do Amazonas.

 

Texto: Roberto Sena

Fotos: Marinho Ramos