Curso de capacitação para profissionais da saúde sobre cuidados com HIV/Aids é realizado pela Prefeitura
12/09/2018 18h00
Até esta quinta-feira, 13/9, uma capacitação sobre manejo e cuidados em HIV/Aids, voltada para médicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, assistentes sociais e técnicos de enfermagem, está sendo promovida pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Os encontros acontecem na Unidade Básica de Saúde (UBS) Arthur Virgílio Filho, localizada na avenida 10, bairro Amazonino Mendes, zona Norte.
A capacitação, que conta com oito profissionais instrutores e 30 alunos, surgiu da necessidade de descentralizar o atendimento ao paciente portador do vírus HIV/Aids, mas que não apresenta sintomas relacionados à doença, por meio da realização do manejo em duas UBSs da capital – Arthur Virgílio Filho e Leonor Brilhante.
Entre os temas abordados estão os aspectos éticos e legais das pessoas vivendo com HIV; Linhas de cuidado pré e pós-exposição (Pep e Prep); Manejo da sífilis adquirida e sífilis gestante, além do manejo da infecção pelo HIV na atenção básica e critérios para encaminhamento ao Serviço de Atendimento Especializado (SAE).
“Os serviços de atendimento a essa parcela da população soropositiva já existe para casos específicos, mas ainda carece de atenção no quesito de serviços básicos. Através da capacitação e da implantação desses serviços em Unidades Básicas de Saúde, a Semsa vai oferecer para aqueles pacientes que possuem o vírus, mas não apresentam os sintomas ou manifestação do mesmo”, explica a chefe do Núcleo de HIV e hepatites virais, Etelvina da Cruz.
Entre os serviços que passarão a ser oferecidos nas duas UBSs, estão a realização dos testes rápidos para detecção de HIV, sífilis e hepatite B e C, que serão encaminhados à Fundação de Medicina Tropical para diagnóstico, nos casos confirmados, encaminhamento ao médico e inicio do tratamento. Além disso, as unidades também passarão a oferecer a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).
“O aumento consideravelmente importante de pessoas infectadas com o vírus na capital amazonense nos fez pensar em formas de oferecer o tratamento da melhor e mais cômoda forma ao paciente, pois é a partir desse recurso que conseguimos promover a longevidade e qualidade de vida”, finaliza Etelvina.
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Texto: Jade Leite / Semsa
Fotos: José Nildo / Semsa


