Prevenção de HIV e sífilis
21/10/2010 13h40
Cerca de 200 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) participaram nesta quarta-feira, 10, das 08 às 12 horas, no auditório Deodato de Miranda Leão, localizado na sede da secretaria, de uma oficina para apresentação do novo protocolo do Ministério da Saúde (MS) para a prevenção de transmissão vertical (de mãe para filho) de HIV e sífilis.
Em 2008, no município de Manaus, a taxa de incidência de gestante HIV e crianças expostas ao vírus foi de 4,39 por mil (148 casos), a taxa de incidência de sífilis congênita (quando a criança já nasce com a doença) representou 4,21 (142 casos) e de sífilis em gestantes 3,8 por mil (131 casos). O Ministério estabelece como meta que haja a incidência de menos de um caso dessas situações para cada mil habitantes.
A oficina, promovida pela Equipe Técnica Municipal das Ações em DST e AIDS, teve o objetivo de capacitar os profissionais da área de saúde para serem agentes multiplicadores do novo protocolo. “Cada profissional deve realizar novas oficinas sobre o material apresentado em suas respectivas unidades de saúde. Dessa forma pretendemos disseminar a consciência sobre a importância do exame e, principalmente, da notificação como forma de controle”, disse o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato.
A responsável pela oficina, enfermeira Norma Santiago de Aquino, esclarece que o diagnóstico prematuro das doenças em mulheres grávidas é determinante para evitar as chances da transmissão vertical. “O HIV e a sífilis podem ser transmitidos para o bebê durante a gravidez e o parto, sendo que a transmissão do HIV também pode ocorrer durante a amamentação. As chances de sucesso no tratamento dependem de quanto mais cedo a doença é diagnosticada”, explicou.
De acordo com a responsável técnica pelas Ações em DST/Aids da Semsa, médica infectologista Silvana de Lima e Silva, o diagnóstico durante a gravidez é feito por meio de exames laboratoriais no pré-natal. “Quando o diagnóstico é feito no início da gestação e a paciente realiza o tratamento adequado as chances da transmissão são reduzidas para menos de 1%”, informou.
A sífilis é uma doença grave e pode causar má formação do feto, além de sérias conseqüências para a saúde da criança, como pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez e até mesmo a morte. Sua transmissão pode ocorrer em qualquer fase da gestação e a doença pode se manifestar logo após o nascimento ou durante os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida. O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio das unidades básicas.


