Manaus permanece com 16 casos confirmados de sarampo

Por Prefeitura de Manaus

24/04/2018 16h19

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A capital do Amazonas permanece com 16 casos confirmados de sarampo, segundo o 7º Informativo Epidemiológico do Sarampo, divulgado nesta terça-feira, 24/4, pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Foram notificados 53 casos novos e o número de descartados passou de 25 para 40.

 

 

O Informe apontou 290 casos notificados da doença. Desse total, 16 casos são confirmados, 40 foram descartados por não atenderem os critérios laboratoriais para a confirmação do sarampo e 234 continuam sob investigação.

 

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, destacou que, apesar do aumento no número de casos notificados, a nova edição do informativo mostra que a taxa de crescimento tem sido menor em relação aos boletins anteriores.

 

“Em relação ao 6º Informe, divulgado no dia 17 de abril, não houve aumento no número de casos confirmados, mas é preciso continuar acompanhando a evolução do sarampo, tomando as medidas necessárias para controlar essa doença o mais rápido possível no município de Manaus, como determinou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto”, reforçou Magaldi, lembrando que o Informativo Epidemiológico do Sarampo é divulgado sempre às terças-feiras, durante reunião dos representantes da Sala de Situação de Vigilância em Saúde.

 

Desde o dia 14 de abril, a Semsa tem executado as ações da campanha de vacinação contra o sarampo, tendo como público alvo crianças de seis meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias. Nesta faixa prioritária, segundo o Informe, estão concentrados 75,3% dos casos confirmados e 65,8% dos casos notificados.

 

“O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível e extremamente contagiosa. O tratamento é sintomático, ou seja, tem o objetivo de aliviar os sintomas”, explica o secretário municipal de saúde.

 

Febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz são alguns dos sintomas iniciais do sarampo, seguindo para o aparecimento de manchas avermelhadas. O vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no cérebro. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques com convulsões, lesão cerebral e morte.

 

“A preocupação maior é com as crianças, as pessoas gravemente desnutridas e as portadoras de imunodeficiências. São pessoas com baixa imunidade e que terão menos resistência se houver algum tipo de complicação pelo sarampo. É o caso de doenças respiratórias, como a pneumonia, e que podem levar ao óbito”, explica a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), enfermeira Marinélia Martins Ferreira.

 

Prorrogação

A campanha de vacinação contra o sarampo segue até a próxima sexta-feira, 27, nas 183 salas de vacina da rede pública. Também estão sendo realizadas ações pelos Distritos de Saúde em creches, centros de educação infantil e escolas da rede municipal de ensino. Do dia 14 ao dia 23 de abril, foram aplicadas 106.655 doses, representando 50,36% da meta de imunizar 211.791 crianças.

 

A vacina utilizada é a tríplice viral que é contraindicada para quem têm alergia grave ao ovo de galinha, alergia a proteína do leite de vaca e crianças que estejam em tratamento com medicamento imunossupressor. Esses casos devem ser avaliados por um profissional de saúde.

 

O Informe do Sarampo é um instrumento elaborado pela Sala de Situação de Vigilância em Saúde, composta por representantes da Semsa, da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, que tem como função coordenar e monitorar as ações de controle do sarampo, por meio de resposta rápida e integrada.

 

Texto: Eurivânia Galúcio / Semsa

Fotos: Divulgação / Semsa