Operadores do transporte recebem orientação sobre cuidados com idosos e PcDs

Por Prefeitura de Manaus

16/04/2026 15h47

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#paratodosverem – imagem mostra um senhor auxiliando uma mulher cadeirante na descida de um ônibus, em uma simulação do curso da Escola de Transporte Inclusivo

Como forma de humanizar ainda mais o serviço de transporte público da cidade, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), promoveu, nesta quinta-feira, 16/4, mais uma etapa do curso de formação promovido pelo programa “Escola de Transporte Inclusivo de Manaus”.

Voltado a motoristas, cobradores e demais funcionários das empresas de transporte, o curso contou com palestra promovida por técnicos da Fundação Doutor Thomas, representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD), além de técnicos do IMMU.

Com um público formado por mais de 50 participantes, os trabalhadores do transporte tiveram contato com a legislação referente a idosos e Pessoas com Deficiência (PcDs) e ouviram relatos de pessoas que enfrentam dificuldades no sistema de transporte público.

O ponto alto do encontro foi o momento em que os operadores do transporte vivenciaram as dificuldades de quem tem limitação de mobilidade. Os motoristas e cobradores usaram vendas nos olhos, andaram de cadeira de rodas, usaram muletas e caminharam com peso nos pés, a fim de vivenciar as dificuldades de idosos e PcDs no sistema de transporte. Subir em ônibus com muletas e peso nos pés, por exemplo, foram desafios pelos quais muitos nunca haviam passado.

Jamily Campelo, da Divisão de Atendimento Social do IMMU, destacou os resultados já alcançados com as ações da “Escola de Transporte Inclusivo”.

“Estamos concluindo aqui já a sétima turma voltada para esse curso de sensibilização, e já notamos um retorno significativo em relação a essas ações. Esse retorno está sendo recíproco, tanto por parte da população quanto por parte dos operadores, que estão se engajando ativamente nesse momento com a gente de vivência e sensibilização. Com essa troca de experiência, em especial para esse público direcionado à pessoa idosa e à pessoa com deficiência”, destacou Jamily.

Para o psicólogo da Fundação Doutor Thomas, Adriano Alves Lago, as atividades da escola são essenciais para melhorar o tratamento de idosos no transporte.

“Trata-se de uma ferramenta importante para a gente tentar melhorar a prestação de serviço, não só à pessoa idosa, mas ao usuário em si. A gente tem conhecimento de que existem várias demandas e problemas relacionados ao usuário, então a forma como a gente tem abordado esse tema é para proporcionar uma melhor qualidade de vida, uma melhor autonomia para o usuário, principalmente, para a pessoa idosa, e esclarecer, acima de tudo, o que é o processo de envelhecimento. E porque muitas vezes o idoso é mais lento e tem mais dificuldade para acessar o transporte público.

A partir dessas informações pode-se proporcionar mudanças tanto para os motoristas quanto para os cobradores de ônibus e a gente proporciona um serviço com mais qualidade e, principalmente, com mais segurança para esse segmento”, destacou.

A técnica de segurança do trabalho da empresa Global, Lucélia Alves Costa, participou da vivência simulando uma pessoa com deficiência visual e elogiou o trabalho realizado pelo IMMU. “Quero dizer que esse trabalho é maravilhoso para a gente se colocar na condição da pessoa com deficiência. Estou emocionada, pois me coloquei no lugar de uma pessoa cega. Então, eu quero dizer que é um trabalho maravilhoso, é muito bom fazer com que as pessoas se coloquem no lugar do seu próximo, que está passando por dificuldade que a gente não tem ideia”, relatou emocionada.

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Texto – Álisson Castro/IMMU

Fotos – Clóvis Miranda/Semcom

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