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Tarumã

01-07-2009 16:51

Prefeitura intensifica Operação Malária

Tarumã

Foto: Cesar Bezerra

A Operação de Combate à Malária, desenvolvida através de parceria entre Prefeitura de Manaus e Governo do Estado, entrou em fase de intensificação, a partir desta quarta-feira (01), na zona Oeste de Manaus. A estratégia deve-se ao crescimento da doença na região, que no primeiro semestre contribuiu com 42% dos números de casos, a maioria deles na bacia do Tarumã, onde estão as principais áreas de risco da cidade. Dos 1.590 casos registrados em junho, em Manaus, 840 foram da zona Oeste.

Na manhã desta quarta-feira, 370 agentes de endemias da Secretaria Municipal Saúde (Semsa) e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) percorreram as ruas da Vila do Tarumã, na estrada da Vivenda Verde, munidos de equipamentos, incluindo motocicletas, botes e voadeiras, que vão percorrer comunidades, sítios e balneários, em uma das maiores operações do gênero já realizadas na cidade.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, durante 120 dias, de julho a outubro, a operação vai atuar de forma intensa e com ações integradas naquela área e também na zona Leste, segunda em registro de casos. “Diariamente, de segunda a sábado, os agentes de endemias estarão nessas áreas fazendo o combate ao vetor, com aplicação de biolarvicida, para conter as larvas do mosquito, termonebulização (fumacê) e UBV pesada (inseticida) para combater o anofelino em sua forma adulta”, destaca o secretário.

Ao mesmo tempo será feito a busca ativa de doentes, com as equipes indo nas casas colher a lâmina para o exame, entregar o medicamento e acompanhar o período de tratamento, que dura em média 15 dias. “Combatendo o mosquito e tratando os doentes, esperamos interromper o ciclo da doença que, com o fim do período das chuvas e a chegada do verão, tende a crescer. A meta da Operação de Combate a Malária é reduzir em 40% o número de casos este ano, em relação ao ano passado. Por enquanto a redução está na casa dos 35%”, afirma o secretário.

Pela manhã, Francisco Deodato e o diretor presidente da FVS, Evandro Melo, acompanharam o início da operação na Vila do Tarumã, onde em junho 43 pessoas tiveram malária. Cerca de 220 agentes de endemias, da Semsa estão envolvidos na ação. Para reforçar o trabalho, a FVS contratou os serviços da empresa Bioamazonas, com os equipamentos e mais 150 homens. Cerca de R$ 800 mil estão sendo aplicados pela FVS nesta ação.

Evandro Melo explica que a intensificação dos serviços no Tarumã se faz necessária haja vista o número de pessoas que freqüentam a região em busca de lazer, principalmente nos fins de semana. São milhares de pessoas que vêm para os balneários. A chegada do verão também é propícia para a proliferação do mosquito que, ao picar um doente, pode transmitir malária para os visitantes que, por sua vez, vão levar a doença para outras áreas.

Ele diz que as pessoas não podem se privar do lazer, mas devem se proteger do mosquito nos horários em que ele costuma circular – no início da manhã e no final da tarde. “Deve-se usar repelente, mosquiteiro e telar as janelas. No primeiro sintoma de febre tem que buscar a unidade básica de saúde mais próxima de casa”, aconselha Evandro Melo.

Além das ações de combate ao vetor, busca ativa e tratamento dos doentes, a operação está distribuindo mosquiteiros impregnados com inseticida e telando as janelas das casas nas comunidades ribeirinhas.

 

 

Informações: Três Comunicação

Telefone: 3651-7126 / 3651-8568

Comunicação Semsa – 3236-8815

Reportagem – Roseane Mota


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