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Unidades de saúde são orientadas pela Prefeitura sobre autoavaliação de práticas de segurança

Adotar condutas de segurança e identificar maneiras de prevenir riscos adicionais à saúde dos pacientes são algumas das orientações que a Prefeitura de Manaus, por meio da Vigilância Sanitária do Município (Visa Manaus), está fornecendo aos hospitais, pronto-socorros e maternidades da capital, com Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O objetivo é fazer com que os órgãos realizem a autoavaliação das práticas que adotam para a segurança dos seus usuários. A avaliação faz parte do Plano Integrado de Segurança do Paciente e serve de base para a classificação dos serviços de saúde em três grupos: de alta, média ou baixa conformidade.

 

Unidades de saúde práticas de segurança

 

Documento circular que começou a ser distribuído pela Visa Manaus, nesta quarta-feira, 20/06, orienta as unidades para o acesso ao formulário, disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (www.anvisa.gov.br). Trinta e quatro unidades de alta complexidade, da rede pública e privada, devem realizar a autoavaliação. O prazo para a finalização das respostas é 31 de julho.

 

“Esse é o terceiro ano de avaliação e a expectativa é de que todos os serviços participem”, diz o secretário municipal de saúde, Marcelo Magaldi, destacando que o objetivo do Plano é incentivar as boas práticas em saúde, com o uso de estratégias que reduzam ou eliminem riscos para os pacientes.

 

A gerente de Vigilância de Serviços da Visa Manaus, Nádia Soares, explica que após concluída, a autoavaliação será validada pela Visa por meio de análise documental e de inspeções nas unidades. Segundo ela, o processo deve ser encerrado até o final do ano, com a classificação dos serviços nas categorias previstas. “Adotar práticas de segurança é uma forma de evitar eventos adversos e garantir que o paciente não tenha danos por problemas de qualidade do serviço”, avalia a gerente.

 

Controle – De acordo com Nádia, há eventos adversos inteiramente evitáveis. Ela cita como exemplo as lesões por pressão (escaras), que ocupam o topo das notificações feitas pelo município de Manaus ao Sistema de Notificações de Vigilância Sanitária (Notivisa), que reúne informações sobre eventos adversos e queixas técnicas relacionadas a produtos e serviços sob vigilância no Brasil. “As estatísticas nacionais mostram, ainda, que o evento adverso que mais causa mortes no país são as infecções relacionadas à saúde, incluindo as infecções hospitalares, para as quais também há medidas preventivas”.

 

De acordo com a Anvisa, são considerados eventos adversos situações como incidente durante procedimento cirúrgico; queda do paciente; úlceras por pressão; provocadas na pele do paciente por tempo prolongado sentado ou deitado; reação adversa ao uso de medicamentos, produtos de limpeza, cosméticos e de artigos ou equipamentos médico-hospitalares; e erros de medicação que causaram dano ao paciente.

 

Nádia Soares enfatiza que a notificação desse tipo de problema integra o conjunto de práticas de segurança do paciente e é uma obrigação dos serviços de saúde, que devem registrar os eventos até o 15º dia do mês subseqüente à sua ocorrência e, em caso de morte relacionada a falhas assistenciais, fazer o registro em até 72 horas.

 

Os usuários (pacientes, familiares, acompanhantes) também podem comunicar a suspeita de eventos adversos, bastando para isso acessar o endereço do Notivisa (http://portal.anvisa.gov.br/notivisa), na opção “Cidadão”.  “A notificação de todos é importante, porque à medida que as notificações são feitas, as unidades podem definir novas estratégias para aprimorar a segurança do doente e a qualidade dos seus serviços”, diz a gerente.

 

Ranking – De acordo com Nádia Soares, até o momento nenhuma das unidades de saúde locais avaliadas pelo Programa alcançou a categoria de Alta Adesão às Práticas de Segurança do Paciente. “Temos 30% de unidades em Média Adesão 60% em Média Adesão e nossa meta melhorar gradativamente esses resultados”. Para isso, segundo ela, é imprescindível o funcionamento dos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP) nos serviços de saúde.

 

Nádia ressalta que, ao adotar as condutas de segurança e identificar maneiras de prevenir riscos adicionais à saúde dos pacientes, os hospitais, entre outros ganhos, evitam elevar seus custos com mais medicamentos e tempo de internação, além de aumentar a qualidade da assistência oferecida aos usuários.

 

A autoavaliação das práticas de segurança do paciente é feita a partir de indicadores de estrutura e processo baseados em resolução da Anvisa (RDC 36/2013 que instituiu as aços de segurança do paciente a serem adotadas pelos serviços de saúde.

 

Texto: Andréa Arruda/Visa Manaus/Semsa

Foto: Divulgação/Visa Manaus/Semsa

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