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Servidor da Prefeitura usa a arte para promover saúde

Garrafas PET, arames, canos e tintas. Materiais que normalmente são descartados, mas que nas mãos do servidor Ricardo da Silva, do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae), da Prefeitura de Manaus, se transformam em fantoches, réplicas de órgãos do corpo humano, maquetes, tabuleiros, entre outras peças que são utilizadas em eventos de educação em saúde nas unidades básicas e escolas, com o objetivo favorecer a compreensão da população.

 

26.06.19. Servidor da Semsa é destaque em Educação e Saúde

 

Além de trabalhar no controle de endemias, Ricardo é educador em saúde no Distrito de Saúde (Disa) Oeste, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), onde atua há sete anos. Ele conta que já produziu várias peças, feitas com materiais recicláveis que são doados por outros funcionários e constantemente recebe encomendas.

 

“A minha satisfação se dá quando as pessoas retornam e relatam que as peças ajudaram na promoção de saúde, orientando os usuários sobre as doenças e como preveni-las”, relata Ricardo.

 

O número de encomendas varia de acordo com as solicitações que os diretores, gerentes e servidores fazem com, pelo menos, duas semanas de antecedência. “A inspiração vem quando menos espero. Às vezes, até à noite, em casa, surge a ideia e, no outro dia, já começo a trabalhar na maquete”, afirma o servidor.

 

A gerente do Núcleo de Promoção da Saúde, Francinara Lima, assegura que o resultado é muito positivo. “Os fantoches dos mosquitos fazem maior sucesso nos eventos. As crianças adoram e o melhor é que elas são educadas para uma consciência de prevenção das doenças”, conta.

 

Peças

Na sala de Artes e Design, que fica na sede do Disa Oeste, encontram-se nas estantes várias peças já criadas. Entre elas se destacam a mascote “Zé Gotinha” feito com isopor e que já foi muito utilizado nas campanhas de vacinação em Manaus, além da maquete do clico evolutivo do flebótomo – representação do ciclo de vida do mosquito que pode transmitir o protozoário Leishmania chagasi, causador da Leishmaniose visceral.

 

Francinara Lima explica que essas iniciativas ajudam na prática eficaz de educação em saúde junto à população. “Por meio da arte se dá uma ‘conversa’ com as pessoas de modo compreensível, por isso, é muito importante incentivar essas iniciativas”, destaca.

 

Quem quiser colaborar, pode doar materiais recicláveis. Basta procurar o agente Ricardo, na sala de Artes e Design, na Sede do Disa Oeste, localizado na rua Comandante Paulo Lasmar, bairro da Paz, zona Oeste, de segunda à sexta, das 8h às 16h.

 

Texto – Jean Holanda / Semsa

Fotos – Altemar Alcântara / Semcom

Disponíveis emhttps://flic.kr/s/aHsmEx4FFV

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