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Semsa reforça ações contra o tabagismo

A passagem do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado nesta terça-feira, 29/8 foi marcada por várias atividades, desenvolvidas Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), para reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população, sobre os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. Desde 2008, a Semsa executa o Programa Municipal de Controle do Tabagismo. Atualmente, existem 22 Ambulatórios de Tratamento ao Fumante distribuídos nos cinco Distritos de Saúde (Disas).

 

“O tabagismo é um problema de saúde pública que gera adoecimento e morte precoce no mundo, além de causar dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com o uso de drogas como cocaína. A orientação do prefeito Arthur Neto é no sentido de intensificarmos nossas ações para que consigamos reduzir ao máximo o número de fumantes em nossa cidade”, pontuou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

 

No Brasil, em 1989, o percentual de fumantes de 18 anos ou mais no país era de 34,8%. Em 2013, de acordo com pesquisa mais recente para essa mesma faixa etária em áreas urbanas e rurais, este número caiu para 14,7%. Como resultado das importantes ações de controle do tabaco desenvolvidas, a prevalência de tabagismo vem diminuindo ao longo dos anos.

 

Dados do VIGITEL 2016, dão conta de que em Manaus 5,6% da população é fumante, sendo que a maior frequência foi encontrada entre homens (7,9%) e a menor, entre mulheres (3,4%). O estudo também revela a frequência de fumantes passivos, que alcança 8,4% da população de Manaus. O maior percentual de fumantes passivos ocorre no sexo feminino (9,4%) e a menor, no masculino (7,3%).

 

O tratamento é baseado na Abordagem Cognitivo Comportamental e composto por: primeira avaliação clínica e quatro sessões estruturadas. Após as sessões estruturadas são realizadas as sessões de manutenção.

 

Os encontros são realizados em grupo, uma vez por semana, e duram em média duas horas. Caso seja necessário, o fumante também poderá ter o apoio medicamentoso. São ofertados gratuitamente medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona.

 

Morte evitável

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. Dessas, o tabagismo é responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% por diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado), 25% por doenças coronarianas (angina e infarto) e 25% por doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral). Além de estar associado às doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo também é um fator importante de risco para o desenvolvimento de outras doenças, tais como – tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras doenças.

 

Conforme o Instituto Nacional do Câncer INCA, a fumaça que sai da ponta do cigarro contém em média três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas que a fumaça que o fumante inala. A exposição involuntária à fumaça do tabaco pode acarretar desde reações alérgicas (rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma) em curto período, até infarto agudo do miocárdio, câncer do pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) em adultos expostos por longos períodos. Em crianças, aumenta o número de infecções respiratórias.

 

O cigarro possui mais de 4.700 substâncias toxicas, sendo que 42 delas são comprovadamente, cancerígenas como: arsênio, níquel cadmo e chumbo. O monóxido de carbono (CO) dificulta a oxigenação do sangue e dos órgãos causando mais de 50 tipos de doenças, muitas delas incapacitantes e fatais, como o câncer, doenças respiratórias crônicas e cardiovasculares. A nicotina componente do cigarro é considerada pela OMS uma droga psicoativa que causa dependência. Ela age no sistema nervoso central como a cocaína, com uma diferença: chega em torno de 7 a 19 segundos ao cérebro.

 

Ambientes livres do cigarro

A Lei estadual n.º 3.441 de 29 de setembro de 2009 e a Lei municipal n.º 1.364 de 19 de agosto de 2009 resguardam o direito de quem não fuma, mantendo os ambientes saudáveis e livres do cigarro. O fumante deve ter conhecimento de que a fumaça do seu cigarro ou de outro derivado do tabaco pode causar doenças nas pessoas com quem convive em casa, no trabalho e em demais espaços coletivos e que não existe nível seguro de exposição à fumaça.

 

Pelo Disque Saúde 0800 280 8 280 é possível obter mais informações e também a localização dos ambulatórios de tratamento ao fumante.

 

Texto: Sandra Monteiro / Semsa

Fotos: José Nildo / Semsa

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): (92) 3236-8315

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