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Semsa realiza treinamento para tornar ainda mais criteriosos os exames de pré-natal

Médicos e enfermeiros de Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital receberam, nesta sexta-feira, 14/7, orientações sobre o exame Eletroforese de hemoglobina para a detecção de doenças falciformes no pré-natal. As informações foram passadas em um treinamento que aconteceu no auditório do Distrito de Saúde Sul (Disa Sul) como parte da programação de uma série de oficinas de Sensibilização das Ações do Pré-Natal do Casal.

 

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, a Eletroforese da Hemoglobina é um método laboratorial moderno que começou a ser implantado na rede municipal no mês de maio.

 

A doença falciforme é uma das enfermidades genéticas e hereditárias mais comuns no mundo, com maior incidência entre a população negra, e a anemia falciforme é uma das mais frequentes manifestações clínicas.

 

O exame deve ser feito por mulheres que atendem critérios definidos de acordo com a Linha de Atenção Materno-Infantil, que é adotada no Brasil. A prioridade é para gestantes negras, gestantes com antecedência de doença falciforme na família e gestantes com história de anemia crônica.

 

“O exame vai garantir a identificação da doença ou do Traço Falciforme em gestantes e os riscos hereditários para a criança que vai nascer, melhorando as chances de redução e controle das complicações durante o pré-natal, tanto para a mãe quanto para a criança”, explica Marcelo Magaldi.

 

A chefe do Núcleo de Saúde da Mulher, Rita de Cássia Castro de Jesus, informa que a Semsa lançou no mês de maio uma Nota Técnica com orientações aos profissionais das Unidades Básicas (UBSs) e das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) sobre a solicitação do exame de Eletroforese de Hemoglobina no Pré-Natal.

 

“Como é um processo novo na rede de saúde municipal, estamos aproveitando momentos como as oficinas e encontros de profissionais nos Distritos de Saúde para reforçar as informações e esclarecer as dúvidas que irão surgir nas rotinas dos serviços”, destaca Rita de Cássia, informando que a Nota Técnica foi o resultado do trabalho envolvendo os programas de Saúde da Mulher, Saúde da População Negra e Gerência de Apoio e Diagnóstico da Semsa, em parceria com a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

 

“Encontramos casais que não têm a doença, mas que apresentam o traço falciforme. Isso significa que o filho pode nascer com a doença”, esclarece Rita de Cássia, ressaltando que o diagnóstico precoce em recém-nascidos é feito pelo exame da Triagem Neonatal (Teste do Pezinho), disponível em 42 unidades de saúde da rede municipal e em maternidades públicas.

 

Riscos

A doença falciforme apresenta riscos materno-fetais como placenta prévia e descolamento prematuro de placenta, além de infecções do trato urinário, complicações pulmonares, anemia, pré-eclampsia e óbito.

 

Os principais sinais e sintomas são: anemia, com icterícia (olhos amarelos); dores ósseas e articulares; atraso no crescimento e desenvolvimento infantis; “Síndrome Mão Pé”, com inchaço e dor em punhos, tornozelos e dedos (em geral nas crianças até dois anos de idade); e risco aumentado de infecções, entre outros. A ausência de tratamento adequado e precoce pode causar a morte do paciente.

 

Texto: Eurivânia Galúcio

Fotos: Divulgação / Semsa

Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHsm4mewbs

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): (92) 3236-8315

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