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Mais de 2 mil profissionais de saúde participam de seminário de manejo clínico da Influenza

A Prefeitura de Manaus, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), finalizou nesta sexta-feira, 1º/3, no auditório da Universidade Paulista (Unip), o Seminário de Manejo Clínico e Estratégias de Enfrentamento da Influenza A (H1N1). O evento foi iniciado na quinta-feira, 28/2, tendo como público-alvo 2,1 mil trabalhadores da rede municipal de saúde, entre médicos, enfermeiros, odontólogos, técnicos de enfermagem e profissionais dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família (NASFs).

 

28.02.19.TREINAMENTO AGENTES PUBLICOMANAUS

 

 

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, o seminário foi mais uma das estratégias executadas na preparação da rede de saúde para atuar no controle do surto de Influenza A e de outras Síndromes Gripais.

 

“O nosso objetivo neste momento, enquanto o município aguarda a chegada da vacina para iniciar a campanha, é garantir que a rede de saúde esteja ainda mais atenta no acolhimento de pacientes com síndrome gripal, conforme determinou o prefeito Arthur Virgílio Neto. Além disso, os profissionais estão sendo orientados para reforçar junto à população as medidas universais de prevenção que cada pessoa pode realizar para se proteger contra a gripe”, explicou Marinélia Ferreira.

 

Manejo clínico

O médico Wagner Souza, um dos palestrantes no seminário, apresentou orientações sobre o manejo clínico do paciente com síndrome gripal. Destacando que o Brasil tem registro de casos de H1N1 todos os anos, o médico explicou que a principal recomendação aos profissionais de saúde é para a atenção na identificação de pacientes com maior risco para desenvolver complicações graves.

 

“Esse grupo inclui gestantes, pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de dois anos, pessoas com doenças crônicas como diabetes, doenças renais, pessoas albergadas ou que vivem em instituições de longa permanência, e indígenas. E o profissional de saúde precisa ter atenção redobrada quando uma pessoa que faz parte do grupo de risco procurar os serviços de atendimento, apresentando os sintomas”, destacou o médico.

 

A enfermeira Laise Souza Gonzales, que atua na Unidade Básica de Saúde (UBS) Megumo Kado, no bairro Educandos (zona Sul), foi uma das participantes do seminário. Ela explicou que a UBS já organizou o processo de trabalho para o atendimento aos pacientes com síndromes gripais, inclusive com um aumento na oferta de vagas para a demanda espontânea, sem a necessidade de agendamento.

 

“A equipe de enfermagem faz o primeiro acolhimento do paciente, avaliando os sinais e sintomas, e, quando necessário, encaminha para o médico. Mas ainda não registramos um aumento no número de pacientes com sintomas da gripe, mas sim na procura pela vacina e de orientações sobre a prevenção. A estratégia é informar sobre a data prevista para a campanha e orientar da melhor forma possível”, afirmou a enfermeira.

 

Sintomas

 

Inicialmente, a doença surge com febre, em geral acima de 38°C, seguida de dor muscular e de garganta, prostração, cefaleia e tosse.  A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas sistêmicos são muito intensos nos primeiros dias da doença.  Com a sua progressão, os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes e podem continuar por três a quatro dias, após o desaparecimento da febre.

 

Recomendações

 

Medidas recomendadas para a redução do risco de adquirir doenças como a Influenza A: Frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento; Utilizar lenço descartável para higiene nasal; Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; Manter os ambientes bem ventilados; Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de síndrome gripal; Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados); Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos; Orientar o afastamento temporário (trabalho, escola etc.) até 24 horas após cessar a febre.

 

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Texto: Eurivânia Galúcio / Semsa

Fotos: Marinho Ramos / Semcom

 

Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHsmahozHT

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