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Projeto ‘Sífilis, Não’ é destaque em curso de atualização de infecções sexualmente transmissíveis

O projeto “Sífilis, Não!” foi um dos temas de destaque desta quarta-feira, 17/7, no terceiro módulo do curso de atualização em Infecções Sexualmente Transmissíveis/HIV/Aids e Hepatites Virais, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), na Escola de Serviço Público Municipal e Inclusão Sociaeducacional (Espi). Iniciado no dia 10/7, o curso pretende atualizar os profissionais médicos e enfermeiros que atuam nas unidades de saúde, inclusive na Estratégia Saúde da Família (ESF), a respeito de protocolos clínicos e rede de atenção, abordando as ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das doenças.

 

Projeto ‘Sífilis, Não’ é destaque em curso de atualização de infecções sexualmente transmissíveis

 

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que uma das estratégias de combate às ISTs no Brasil é o projeto “Sífilis, Não!” que é uma cooperação técnica interfederativa, estabelecido por iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e tem o objetivo de contribuir para a redução da sífilis no país.

 

“Como o registro de casos de sífilis tem apresentado aumento em todo o país nos últimos anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) vem intensificado ações de combate à doença. Além dos casos de sífilis adquirida, o desafio atual é o controle da doença em gestante e a sífilis congênita, quando a criança nasce com a enfermidade, transmitida da mãe para bebê na gravidez”, alerta Marcelo Magaldi.

 

Durante a nova etapa do curso, a enfermeira Tais Rangel Cruz Andrade, apoiadora do Ministério da Saúde para o “Sífilis, Não!” no município de Manaus, explicou que os dados de casos da doença no Brasil mostram um aumento a cada ano, representando um cenário de epidemia nacional.

 

“As ações do projeto começaram em 2018 e, após levantamento da taxa de detecção de sífilis no Brasil, houve a identificação de cem municípios considerados prioritários para o enfrentamento à doença, com Porto Alegre em primeiro lugar e Manaus ficando em 21º entre as cidades brasileiras com maior número de casos da doença”, informou Tais Andrade.

 

Segundo a enfermeira, dados do Ministério da Saúde apontam que em 2010 a taxa de detecção de sífilis adquirida no Brasil era de 2,0 casos por 100 mil habitantes, chegando em 2017 a uma taxa de 58,1 casos por 100 mil habitantes. Em relação à sífilis congênita, em 2010 a taxa de detecção ficou 2,4 casos por mil nascidos vivos, passando para uma taxa de detecção de 8,6 casos por mil nascidos vivos em 2017.

 

A proposta do projeto, segundo Tais Andrade, tem sido trabalhar de forma intersetorial, com atuação em quatro eixos estratégicos: cuidado integral, educomunicação, vigilância em saúde e gestão e governança.

 

“As ações são desenvolvidas entre a rede municipal e a estadual de saúde. Uma proposta que está sendo finalizada é a construção de uma nota técnica que vai padronizar as ações de enfrentamento à transmissão vertical da sífilis e do HIV, da mãe para o bebê na gestação, norteando as condutas dos profissionais, o tratamento dos pacientes e a responsabilidade de cada serviço de saúde, seja na atenção básica ou na atenção especializada”, afirmou a enfermeira.

 

Infecção

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior.

 

A prevenção pode ser feita com a utilização do preservativo, distribuído gratuitamente nas unidades de saúde. A Semsa também investe no reforço do diagnóstico precoce com a oferta de testagem rápida para sífilis em 156 UBSs, permitindo o início do tratamento e a cura do paciente, com reforço do serviço no momento do pré-natal, reduzindo as chances de transmissão da doença para a criança durante a gestação.

 

“Sem o tratamento adequado na gestação, a criança pode nascer morta ou prematura, e também desenvolver problemas neurológicos, de desenvolvimento ósseo, problemas dermatológicos, auditivos e visuais”, alertou Taís Andrade.

 

A primeira turma do curso de atualização em Infecções Sexualmente Transmissíveis/HIV/Aids e Hepatites Virais será encerrada nesta quinta-feira, 18/7, na Espi, com o módulo Controle do HPV e do Câncer do Colo do Útero.

 

As próximas turmas do curso, que também abordou os temas Epidemiologia em serviço e Manejo do HIV e das Hepatites Virais na Atenção Básica, irão acontecer mensalmente entre os meses de agosto e novembro deste ano.

 

Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa

Foto – Divulgação / Semsa

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