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Profissionais da Semsa participam de 2ª Caminhada Amazonas Livre da Tuberculose

Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) irão participar nesta sexta-feira, 22/3, da 2ª Caminhada Temática: Amazonas Livre da Tuberculose – Abrace essa Causa. A concentração para o início da caminhada será na Praça da Polícia Militar, no bairro Centro, às 7h30, seguindo pelas avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro, rua 10 de Julho, finalizando com um abraço simbólico no Largo de São Sebastião.

 

 

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que a caminhada faz parte da programação alusiva ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose, 24 de março, e tem o objetivo de sensibilizar a sociedade para maior envolvimento no combate à doença, que no ano passado registrou 2.333 novos casos no município de Manaus, com uma taxa de incidência de 108,7/100 mil habitantes.

 

“A tuberculose tem tratamento e cura, e ainda assim continua sendo um sério problema de saúde pública, não somente no Brasil, mas em outros países do mundo. A sociedade pode ter um maior envolvimento, colaborando na divulgação de informações sobre a doença, abrangendo não somente o setor da saúde, mas também escolas, igrejas, empresas, e outras instituições públicas e privadas”, afirma Marcelo Magaldi.

 

Campanha

De acordo com o chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, enfermeiro Daniel Sacramento, a caminhada integra a programação da Campanha Municipal de Luta Contra Tuberculose, iniciada na última segunda-feira, 18/03, e que seguirá até o dia 29 de março, com o trabalho de busca ativa de casos suspeitos, com ações de mobilização social e educação em saúde para orientar a população sobre sintomas, diagnóstico e tratamento da doença.

 

Um dos focos da campanha, explica Daniel Sacramento, é a busca ativa de casos suspeitos entre a chamada população vulnerável para a tuberculose: indígenas, pessoas em situação de rua, privadas de liberdade, pessoas que vivem em instituições de longa permanência e pessoas que vivem com HIV/Aids.

 

“São grupos que podem apresentar situações de maior vulnerabilidade para a doença, já que o adoecimento da tuberculose, em muitos casos, está ligado às condições precárias de vida, como desnutrição, pessoas vivendo em ambientes insalubres, com pouca ventilação e sem entrada da luz solar, além de fatores relacionados ao sistema imunológico, como é o caso de pessoas com HIV/Aids. A principal preocupação é que essa população apresenta maior risco para o agravamento da doença e para o óbito do paciente”, informa o enfermeiro.

 

Transmissão

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas do corpo humano, sendo causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch.

 

É uma doença de transmissão aérea. Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos, podendo transmitir a doença para outras pessoas.

 

“Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1/4 da população mundial está infectada pelo bacilo. Dessa população infectada, somente 10% vai desenvolver a doença, em especial os grupos de maior vulnerabilidade”, destaca Daniel Sacramento, alertando que a tuberculose no mundo ainda é um agravo muito relacionado com a pobreza e exclusão social.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse, mas também podem estar presentes sintomas como febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e cansaço/fadiga.

 

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Texto: Eurivânia Galúcio/Semsa

 

 

 

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