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Prefeitura reduz em 100% os casos da Malária Falciparum

A Malária Falciparum, considerada responsável pelas altas taxas de morbidade e mortalidade na região, apresenta índices de contínua redução no município de Manaus. No período de 2013 a 2015, foram notificados 694 casos e, desses apenas 15 casos autóctones (local) para Manaus. De janeiro a outubro de 2016, com as ações estratégicas desenvolvidas no combate à transmissão da doença pelo mosquito, os casos foram reduzidos em 100%, de acordo com dados do Programa de Combate à Malária em Manaus (PCMM), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

 

Os números positivos no controle e busca da eliminação do “Plasmodiu falciparum” se devem, principalmente, a adoção da estratégia do diagnóstico precoce e preciso e o tratamento imediato, com a utilização de medicamentos mais eficazes e de melhor qualidade disponibilizado pela rede de saúde municipal.

 

“Contribui ao diagnóstico precoce da malária, a estratégia de busca ativa de casos, ação que envolve os Agentes de Combate às Endemias (ACE), que a pé, de motocicletas ou em barcos, realizam visitas casa a casa, em busca de casos suspeitos de malária em localidades distantes”, acentua o secretário da Semsa, Homero de Miranda Leão Neto.

 

Homero ressalta a importância do trabalho dos ACEs sem os quais, segundo ele, não seria possível alcançar os resultados positivos nas ações de Atenção Primária de Saúde, Vigilância, Prevenção e Controle de doenças.

 

Do total de 773 Agentes Comunitários de Endemias (ACEs) na Semsa, 398 trabalham no combate à dengue, febre chikungunya e febre zika vírus, sendo 181 visitando casas, identificando e combatendo focos do vetor, e 375 atuam no controle da malária, doença de chagas e leishmaniose, sendo 104 na função de microscopistas, que coletam material em lâminas para posterior análise, nos 68 laboratórios da rede de saúde.

 

Ampliação da Rede de Laboratórios

Para tornar efetiva e eficaz a estratégia do diagnóstico precoce, a Semsa vem ampliando a sua rede de laboratórios e apoiando ações de descentralização do diagnóstico para rede de assistência pública e privada, sem abrir mão do controle da qualidade.

 

Atualmente, em Manaus existem 68 unidades que realizam exames e executam o diagnóstico para malária, além de duas unidades volantes e um laboratório central que atua no controle de qualidade. Na rede de saúde do Município, 53 laboratórios estão localizados em Unidades da Semsa, sendo 26 na rede básica e oito em bases operacionais, situadas em locais de periferia ou na área fluvial, que contribuem diretamente no diagnóstico e tratamento da malária.

 

A rede da Semsa conta também com duas unidades móveis montadas em trailers, adquiridas em 2016. Elas estão sendo utilizadas nas áreas de ocupações, como forma de fortalecer a realização do diagnóstico, inclusive para leishmaniose e doença de chagas, substituindo, em alguns casos, unidades de diagnóstico quando em processo de recuperação.

 

Vigilância Epidemiológica

Fator considerado também importante no conjunto das ações estratégicas adotadas para redução da transmissão da doença foi a implantação do Protocolo de Procedimentos para Vigilância do Plasmodium Falciparum. “A partir de janeiro de 2016, o Núcleo de Controle de Malária do Município criou o protocolo e desde então, para os casos diagnosticados como malária falciparum, são desencadeadas ações de bloqueio químico e investigação epidemiológica” acrescenta Romeo Fialho, assessor técnico da Semsa.

 

Técnicos e especialistas da secretaria acreditam que o fortalecimento do sistema de vigilância epidemiológica direcionado para área urbana, com a participação da Rede de Atenção Primária, incluindo a Estratégia de Saúde da Família, somado as ações de saneamento básico em algumas localidades, se constituem em fatores determinantes  para que, em curto espaço de tempo, seja eliminada a transmissão da malária na área urbana de Manaus.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, uma área para vir a ser declarada livre de transmissão é necessário a comprovação de um tempo mínimo de 3 anos sem registro de casos autóctones em seu território.

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