Notícias

Prefeitura monta estratégia de ação para atender moradores do Nossa Senhora de Fátima 1

A Prefeitura de Manaus reuniu, na manhã deste sábado, 4/3, seus órgãos em uma força-tarefa, integrando ações das secretarias municipais de Infraestrutura; Limpeza Urbana; da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos, além da Defesa Civil para atender de forma emergencial os moradores do bairro Nossa Senhora de Fátima 1, na zona Norte.

 

O local está recebendo serviços de dragagem no igarapé que corta o bairro. A ação, executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), está concentrada no trecho entre a Rua Apocalipse e a Travessa Israel.

 

No bairro, o prefeito em exercício Wilker Barreto ouviu os moradores e explicou sobre o trabalho que agora é desenvolvido para evitar novos prejuízos com as chuvas e o transbordo do igarapé. “Onde a máquina consegue entrar, estamos dragando. Onde se draga, não alaga. Especificamente aqui, temos uma particularidade que são as casas no leito do igarapé”.

 

Segundo o chefe do distrito de obras que atende a área, Claudemar Justino, os serviços terão continuidade pelos próximos dez dias até chegarem à Avenida Camapuã. “Após finalizarmos esse trecho, vamos seguir com a dragagem do igarapé no trecho entre a Travessa Israel e a Rua Êxodo, e, na sequência, a via principal do bairro, onde finaliza o igarapé”.

 

Técnicos da Seminf explicaram ainda que neste momento a dragagem é o único serviço que pode ser realizado na área devido a um embargo judicial que compreende as ruas Apocalipse e Jericó. “Onde nos é permitido atuar, a Seminf está trabalhando fortemente com o intuito de amenizar a situação enfrentada pelos moradores. Estamos, inclusive, trabalhando em outros pontos próximos, que vão, de certa forma, refletir em melhorias para a comunidade, como a dragagem na comunidade Gustavo Nascimento, no bairro Cidade de Deus, próximo daqui”, explica o coordenador de obras da zona Norte, Elanio Gouveia.

 

No local, técnicos da Defesa Civil Municipal realizaram a vistoria e avaliação dos imóveis. Durante a visita, o secretário municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos, Elias Emanuel, recebeu a denúncia de que dez famílias que foram inseridas no Auxílio Aluguel haviam voltado para as casas e continuavam a receber o benefício.

 

“Para nós, essa situação é completamente nova. Só ficamos sabendo agora, durante a visita. Então iremos fazer uma verificação rigorosa para descobrirmos se essas famílias realmente estão se beneficiando de algo que poderia estar atendendo outras pessoas que realmente necessitam. Se elas tiveram direito ao benefício, mas preferiram voltar para a área de risco, não podemos permitir que continuem recebendo o Auxílio Aluguel”, destacou o secretário.

 

Moradora da comunidade há 13 anos, Vanderlane Silva tem a consciência de que parte da própria comunidade está prejudicando o igarapé da área e, consequentemente, as famílias próximas. Segundo ela, muitos jogam o lixo no leito, por preguiça de descartarem nos locais onde passam caminhões de lixo, um pouco mais distantes. A sujeira jogada no igarapé contribui para o aumento do nível da água e, consequentemente, os alagamentos das vias e residências. “Isso não está prejudicando só a mim, mas ao bairro todo. Então temos que nos unir e trabalhar a conscientização da população para acabarmos com isso”, frisou.

 

Limpeza

Dentro da força-tarefa, 35 trabalhadores da limpeza foram direcionados para a área. A operação, que começou antes, ainda na quinta-feira, 2, já retirou do entorno e de dentro do igarapé cerca de 38 toneladas de lixo.

 

“Nossa equipe desobstruiu a passagem do leito do rio e retirou muito lixo acumulado das ‘bocas dos bueiros’, uma das causas de alagações”, explicou o subsecretário Operacional de Limpeza Urbana, José Rebouças, que acompanha a ação da prefeitura no local.

 

Além da equipe de igarapé, a Semulsp atua no local com capinação, escavadeira hidráulica e a remoção mecanizada dos resíduos. “É muito importante que a população evite jogar lixo nos igarapés. A limpeza desses córregos é uma das modalidades mais difíceis e caras do mundo. Além disso, os prejuízos sociais e ambientais dessa ação são incalculáveis”, lembrou Rebouças.

 

Fotos: Márcio James/Semcom

Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHskT1zASL

Notícias relacionadas

Pesquisa Avançada

Utilize esta ferramenta para encontrar notícias de seu interesse