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Prefeitura e AHF lançam campanha para descentralizar atendimentos à Pessoas Vivendo com HIV/Aids

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com a Aids Healthcare Foundation (AHF Brasil), Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Fundação Alfredo da Matta (Fuam) e Ministério da Saúde, deram início nesta segunda-feira, 22, à campanha de descentralização do atendimento às Pessoas Vivendo com Aids/HIV (PVHA). A abertura aconteceu pela manhã, no auditório Luiz Montenegro da Fundação de Medicina Tropical (FMT), no Dom Pedro, zona Oeste.

 

A FMT possui posição de referência quanto ao atendimento às PVHA no Estado e, diante do significativo aumento do número de casos de contaminação e/ou desenvolvimento da doença no Amazonas, a Fundação apresentou sobrecarga nos últimos anos. Com o objetivo de diminuir essa demanda e facilitar o acesso dessas pessoas ao diagnóstico e tratamento da doença, a campanha descentralizará o atendimento para outros Serviços de Atendimento Especializado (SAE) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital.

 

“A Semsa já constatou os benefícios da descentralização do diagnóstico do HIV ao implementar o teste rápido em 147 unidades municipais de saúde, porém, o aumento da sobrevida desses pacientes acarretou na sobrecarga da FMT. Além disso, a Semsa assume o compromisso de acelerar os esforços para, até 2022, implantar o tratamento da infecção pelo HIV em pelo menos outras 15 UBS, além de ampliar o número de pacientes em acompanhamento nos SAEs do município”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

 

A campanha está diretamente ligada ao Acordo de Cooperação Interfederativa, denominado Interfam, firmado em 2014 pelo Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) com o intuito de reduzir as taxas de novas infecções pelo HIV e índices de mortalidade por Aids no Estado.

 

A Diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DIAHV-MS), Adele Benzaken, afirmou que a descentralização desse atendimento é fundamental na melhoria do atendimento. “O Amazonas ocupa o terceiro lugar em relação aos outros estados brasileiros quando se fala em índices de HIV/Aids e, ao trazermos este serviço para mais próximo das pessoas e tirando a sobrecarga da instituição referência, um número cada vez maior de PVHA poderá ser diagnosticado e tratado com um atendimento de qualidade, alcançando um impacto positivo na saúde do paciente”, explicou Adele.

 

Para garantir a eficácia da descentralização, alguns processos realizados nas redes de atendimento à saúde serão reorganizados, assegurando a qualidade da assistência às PVHA. “Para aperfeiçoar esse serviço, a AHF apresentou e colocará em prática a estratégia de navegação, realizada por profissionais que serão responsáveis pelo cuidado e auxílio de cada paciente em terapia, garantindo o acesso dos usurários do Sistema Único de Saúde de forma equilibrada e com atendimento de qualidade”, disse o coordenador de Prevenção e Advocacy da AHF Brasil, Beto de Jesus.

 

De acordo com os protocolos de transferência, os critérios necessários para a Transferência do paciente para os SAEs municipais e Fuam são: pacientes em tratamento com Dose Fixa Combinada (DFC 3 em 1) nos últimos dois anos; dispensa regular de antirretrovirais (ARV) nos últimos dois anos; carga viral indetectável nos últimos seis meses; ausência de co-infecções (hepatite B/C, tuberculose, neurotoxoplasmose); ausência de internações de longa duração e aceitação e serviço de escolha do paciente.

 

Texto: Jade Leite / Semsa

Fotos: José Nildo/Semsa

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): (92) 3236-8315

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