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Prefeito chama segmentos para negociar fim da greve do Transporte Público

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, reúne-se agora à tarde com os principais segmentos do Sistema de Transporte Coletivo para negociar o fim da greve na capital. Ele reforçou o apelo aos rodoviários para que usem o bom senso e não prejudiquem ainda mais a população, insistindo em uma greve ilegal e que já conta, inclusive, com a prisão de seus principais líderes decretada pelo Tribunal Regional do Trabalho.

 

“Coloco-me à disposição para intermediar a solução entre as partes. Defendo a causa dos rodoviários, mas repúdio a maneira como estão agindo para conseguir seus objetivos. Da mesma maneira que digo aos empresários que reavaliem suas possibilidades, porque precisam cumprir os acordos trabalhistas sem querer transferir os custos para o povo”, afirmou o prefeito.

 

O prefeito foi firme ao dizer que não irá ceder a pressões para o reajuste tarifário. “Não acredito em acerto às sombras entre empresários e rodoviários para tentar força um reajuste tarifário, porque isso não iria adiantar. Seria burrice deixar de recolher o lucro do dia e mais ainda por gerar o sentimento de revolta na população”, completou Arthur Neto.

 

Prejuízos

Considerando os mais de 30 mil servidores da Prefeitura de Manaus, dos quais mais da metade – cerca de 70% – são usuários do Sistema de Transporte Coletivo, alguns dos serviços essenciais do Município foram prejudicados em consequência da paralisação de 100% da frota de ônibus na manhã desta terça-feira, 17.

 

Com a falta do transporte público, as operações de limpeza da prefeitura foram afetadas e as empresas concessionárias que prestam serviço de limpeza (coleta domiciliar, varrição e capinação) montaram um esquema de transporte para ajudar os funcionários na chegada ao ponto de atuação.

 

“Sem dúvida, a perda de tempo para a montagem da operação de limpeza é um dos maiores problemas”, lamentou o secretário municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), Paulo Farias, explicando que a programação de limpeza se iniciou atrasada, mas foi será cumprida ao longo do dia. “Essa situação atrasa, encarece, mas o trabalho não vai parar”, finalizou.

 

Algumas ações de infraestrutura viária também foram afetadas. O sistema de transporte coletivo convencional opera 217 linhas e registra em torno de 800 mil passagens por dia.

 

Força-tarefa judicial

Desde a última segunda-feira, 16, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a pedido da Procuradoria Geral do Município (PGM), determinou que fosse mantida a circulação de 100% da frota de ônibus da capital, sob pena de multa diária de R$ 100.000,00. Mesmo assim, os trabalhadores rodoviários cruzaram os braços e nenhum dos 1.360 veículos do Sistema de Transporte Coletivo saiu das garagens na manhã desta terça-feira, 17.

 

Em uma nova decisão liminar emitida na manhã de hoje, desta vez a pedido do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), o TRT determinou que 100% da frota dos ônibus de Manaus volte a circular imediatamente. A multa também foi majorada para R$ 50 mil por cada hora de paralisação, a contar do recebimento da notificação.

 

O órgão trabalhista já decertou a prisão de toda a diretoria do Sindicato dos Rodoviários, como resposta a solicitação encabeçada pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE), juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Procon Amazonas, pela desobediência à decisão judicial expedida na segunda-feira, 16.

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