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Arthur anuncia que Manaus está livre do sarampo

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, anunciaram, nesta segunda-feira, 3/6, o fim do surto de sarampo na capital. A doença é considerada altamente contagiosa e, em 2018, Manaus registrou o maior surto de sarampo no continente americano.

 

03.06.19 Prefeito Arthur anuncia fim do surto de sarampo em Manaus

 

“O sarampo foi derrotado e Manaus está livre dele. Montamos um verdadeiro exército, inclusive com o próprio Exército Brasileiro na rua mesmo”, disse o prefeito ao relatar as causas do surto da doença. “Deve-se a onda migratória, alguns imigrantes que passaram por Manaus e trouxeram a doença. Mas trabalhamos com afinco para novamente erradicar a doença que é uma coisa do século passado”, completou Arthur, que estava acompanhado da primeira-dama e presidente do Fundo Manaus Solidária, Elisabeth Valeiko Ribeiro.

 

Arthur também ressaltou o trabalho dos servidores da prefeitura no combate ao vírus. “Agradecemos ao secretário (de saúde) Marcelo Magaldi, por tudo que fez, e toda a equipe da sala de resposta que montamos e acompanhamos de perto toda essa luta. Com tudo que tem acontecido, assaltos e intranquilidade entre os servidores, pudemos avançar, graças ao trabalho de cada um dos nossos profissionais”, disse.

 

A cidade conseguiu controlar o sarampo e já não registra nenhuma confirmação há 123 dias. O último caso foi no dia 31 de janeiro deste ano, portanto, Manaus cumpre o prazo de 90 dias sem casos confirmados da doença, estipulado pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS). O surto na cidade foi considerado, pelo Ministério da Saúde, o maior dos últimos 20 anos.

 

 

O embasamento técnico para o estabelecimento desse prazo observa o período de transmissibilidade da doença. Não significa que não haja mais risco, porque o que protege, efetivamente, as pessoas de uma doença imunoprevenível é a vacinação efetiva de quem reside no município. Por isso, é importante manter a prevenção em crianças a partir de 6 meses de idade até adultos de 49 anos, com a vacina Tríplice Viral.

 

A doença foi controlada em 11 meses, o que pode ser considerado um tempo recorde, principalmente se comparado ao Estado do Ceará, que também viveu um surto da doença e que demorou mais de dois anos para ser encerrado. Naquele período, a Venezuela não tinha perdido a certificação.

 

Durante o anúncio, o prefeito também destacou os números positivos da vacinação contra o surto de H1N1. “Manaus ultrapassou 100% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para a influenza, causada pelo H1N1. Batemos o recorde dos recordes, em dez dias de campanha chegamos a 90% de vacinação do público-alvo e terminamos com 103% e mais de 500 mil pessoas vacinadas”, exaltou.

 

Estratégias de controle

Em 2018, após 18 anos sem casos confirmados de sarampo, Manaus registrou o maior surto da doença no continente americano. As equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) foram mobilizadas e profissionais da Assistência Básica e da Vigilância Epidemiológica se integraram, montando um verdadeiro ‘exército’ contra o vírus classificado como altamente contagioso.

 

A cada alteração do perfil epidemiológico, a partir da Sala de Situação de Vigilância em Saúde, criada pela Semsa para fazer o monitoramento permanente da evolução da doença, as equipes eram montadas, reestruturadas e reprogramadas.

 

As inteligências epidemiológica e tecnológica foram exploradas e utilizadas para uma resposta mais oportuna e direcionamento adequado dos recursos. Considerando a data do primeiro caso positivo, no dia primeiro de março do ano passado, e do último, em 31 de janeiro desde ano, até o dia 31 de maio de 2019, foram 123 dias sem sarampo.

 

O monitoramento contínuo de casos suspeitos nas unidades de saúde, que são porta de entrada, e a sensibilização de profissionais e população para manutenção da cobertura vacinal serão mantidos pela prefeitura para prevenir o risco de uma nova onda de casos.

 

H1N1

Com a marca de 503.183 pessoas dos grupos prioritários imunizadas, o que representa 103,19% do público alvo estabelecido pelo Ministério da Saúde, Manaus se tornou a cidade com o melhor índice do país de vacinação contra a influenza. No Amazonas, a campanha precisou ser antecipada em razão do surto de gripe do tipo influenza que ocorreu no Estado. Em Manaus, a vacinação começou no dia 20 de março, sendo encerrada no dia 5 de abril.

 

“Nós chegamos a 103% e fiquei muito feliz, pois a H1N1 é uma gripe forte que poder ser letal para crianças e idosos. Nós fomos ao público-alvo, fomos atrás de cada um para que todos fossem vacinados. Manaus deu conta do sarampo, deu conta da H1N1 e vai dar conta de quantos problemas apareceram, independentemente da conjuntura financeira, pois sabemos poupar recursos para investimentos e sabemos investir na vida, que é investir em saúde e em educação. E os resultados estão aparecendo”, destacou o prefeito Arthur Virgílio Neto.

 

Como ocorre todos os anos, a vacina foi direcionada para grupos de pessoas que apresentaram maior risco de desenvolver complicações graves da doença, podendo levar ao óbito do paciente, abrangendo crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, profissionais de saúde e educação da rede pública e privada, indígenas, idosos com mais de 60 anos, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

 

Fotos – Alex Pazuello / Semcom

Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHsmDZQHJ5

 

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