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Mais de 28 mil recebem imunização contra febre amarela

Durante o mês de janeiro houve um aumento na procura pela imunização contra a febre amarela oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em virtude do surto de casos nos estados de Minas Gerais, Maranhão e Espírito Santo, houve uma corrida aos postos de vacinação e, em Manaus, não foi diferente. A capital registrou 63% de crescimento na quantidade de doses aplicadas, em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Em 2016 foram aplicadas 17.265 doses e, este ano, 28.110 doses do imunobiológico, o que significa uma diferença de 10.845 doses no período. “Vale ressaltar que, desde 2001 não há casos de febre amarela em Manaus, e a vacina já era preconizada no município antes do surto no início de ano, diferentemente das regiões do país onde estão ocorrendo os casos da doença”, destacou a secretária municipal de Saúde, em exercício, Lubélia Sá Freire.

 

A vacina contra a febre amarela integra o Calendário Nacional de Vacinação para as regiões Norte e Centro-Oeste, os Estados de Minas Gerais e Maranhão, e alguns municípios dos Estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

“O indivíduo que comprova, por meio do cartão de vacinação, que tomou duas doses da vacina, é considerado vacinado”, explicou a chefe da divisão de imunização da Semsa, Izabel Hernandez, informando que no período de 2013 a 2016 já haviam sido aplicadas 647.127 doses da vacina contra a febre amarela, entre doses únicas, doses iniciais e revacinação.

 

A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde da Prefeitura de Manaus que possuem salas de vacinação, um total de 182 espaços em toda a cidade. As doses só podem ser administradas a partir dos nove meses de idade, com reaplicação aos 4 anos.

 

O calendário de rotina prevê a aplicação de uma nova dose da vacina após 10 anos para os adultos. A imunização também é recomendada para pessoas que irão viajar para outros países, de acordo com as orientações contidas no Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

 

Histórico

Até as primeiras décadas do século XX, a febre amarela era um grave problema de saúde pública, afetando as populações urbanas. Depois, a doença foi controlada nas grandes cidades. A doença se classifica em “silvestre” e “urbana”.

 

A febre amarela silvestre se mantém naturalmente em um ciclo de transmissão que envolve primatas não humanos (hospedeiros animais) e mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O mosquito se contamina ao picar um macaco infectado e, ao picar uma pessoa, transmite o vírus.

 

A febre amarela urbana, que não é registrada no país desde 1942, é causada pelo mesmo vírus e se manifesta da mesma forma, mas o mosquito transmissor é o Aedes aegypti.

 

Texto: Lívia Nadjanara

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): 92 3236-8315

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