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Itens considerados inservíveis são recuperados e retornam às escolas municipais

Com as dificuldades econômicas enfrentadas pelo país e a necessidade de economia por parte da administração pública, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) encontrou como alternativa a recuperação de materiais, considerados anteriormente como inservíveis pelas unidades de ensino. Em um levantamento prévio, a previsão é de que haja a recuperação de, pelo menos, 1,5 mil carteiras escolares, entre outros itens, que retornarão às escolas da rede municipal de ensino.

 

Em um galpão do Departamento de Engenharia da Semed, cerca de dez funcionários trabalham na recuperação desses materiais. No local é feita a verificação das condições de equipamentos danificados e classificados como inservíveis pelas escolas e aqueles que ainda possuem condições de uso são recuperados. Entre os itens estão geladeiras, fogões, condicionadores de ar, bebedouros, computadores, aparelhos de DVD, carteiras escolares, entre outros.

 

O subsecretário de Infraestrutura e Logística da Semed, Thiago Balbi, explicou que a expectativa é que seja recuperado 30% do total de equipamentos descartados pelas escolas.

 

“Muitos materiais que vêm das escolas são classificados como inservíveis, mas às vezes é uma pequena falha, por isso montamos a oficina para a recuperação desses bens. De cem carteiras com problemas, nós procuramos recuperar pelo menos 50, para que retornem à sala de aula. Apesar de ser um trabalho pequeno, ele tem um grande valor para nós, porque é uma forma de atender as solicitações das escolas, mesmo com o orçamento enxuto”, observou.

 

A iniciativa tomada pela Semed é uma atividade simples e sem custos para secretaria, como avalia o chefe do Departamento de Logística, Leís Batista, que aponta a economia alcançada.

 

“Estamos trabalhando a questão da eficiência com o gasto público. Sabemos que a economia não está nada boa e uma carteira custa em torno de R$ 80 a R$ 90 reais no mercado atual. Já para recuperá-la, o custo é praticamente zero, porque estamos fazendo isso com os nossos servidores e a recuperação não deixa nada a desejar para uma nova”, afirmou.

 

Ainda de acordo com Leís Batista, nesta semana, um freezer recuperado na oficina foi enviado à Escola Municipal Silvia Bonetti, no Viver Melhor, Lago Azul, zona Norte de Manaus. Além desse freezer, já foram recuperadas duas geladeiras, dois armários, sete longarinas de três lugares, seis estantes de biblioteca, 20 cadeiras de professor, 27 monitores de tubo e cinco regadores de horta. O material que não pode ser recuperado é vendido em leilão, realizado em conjunto com a Secretaria Municipal de Administração (Semad).

 

Materiais de informática

Juntamente com as carteiras escolares, os materiais de informática lideram a lista de equipamentos classificados como inservíveis pelas escolas. A recuperação desses itens é realizada pela Divisão de Gestão da Tecnologia da Informação (DGTI), em um trabalho minucioso de desmonte e teste de cada peça.

 

De acordo com o gerente de Suporte e Manutenção da DGTI, Heliandro Moraes, os computadores recuperados devem ser utilizados para dar suporte aos setores administrativos das escolas. Ele explica como é feito o trabalho de recuperação.

 

“Estamos fazendo um pente fino para saber o que conseguimos restaurar. Às vezes, juntando três máquinas, conseguimos montar uma. Normalmente esses equipamentos estarão aptos para serem usados somente na parte de web, que não requer exigência da máquina para a instalação de software mais pesados”, observou.

 

A equipe de restauração dos equipamentos é composta por cinco estagiários de nível médio do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Na avaliação de Heliandro Moraes, a atividade, além de ser positiva para a secretaria, também é uma escola para os estudantes, já que podem colocar em prática, o que aprenderam na teoria.

 

“Aqui é uma oficina para eles, porque estão aprendendo e podem se desenvolver para o mercado de trabalho. Nós temos referencias de estagiários que trabalharam conosco e hoje  são profissionais”, concluiu.

 

Texto: Thiago Botelho

Fotos: Lton Santos

Disponíveis emhttps://flic.kr/s/aHskNQLT5t

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