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Equipes de saúde da prefeitura visitam pacientes com leishmaniose

A Prefeitura de Manaus deu início no último fim de semana ao cronograma de visitas domiciliares a pacientes com leishmaniose que moram na zona rural da capital. A estratégia, que faz parte das ações de combate e controle da doença, acontece de forma permanente, durante todo o ano, para atender os usuários que precisam de tratamento.

 

O gerente do Distrito de Saúde Rural (Disar), Raimar Carvalho, explicou que atualmente a equipe da Semsa atende a 15 pacientes, que devem receber a medicação injetável (Glucantime) por um período de 20 a 50 dias, de acordo com a prescrição médica individual. O tratamento é diário e não pode ser interrompido. De segunda a sexta-feira os usuários vão até as Unidades Básicas de Saúde Rurais e nos fins de semanas e feriados os técnicos vão até as casas para aplicar a medicação.

 

“As distâncias são grandes. Às vezes leva mais de uma hora para o deslocamento entre uma residência e outra”, informa Raimar Carvalho, explicando que o diagnóstico de leishmaniose é feito a partir da identificação de possíveis lesões dessa patologia, identificadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes Comunitários de Endemias (ACE) durante visitas domiciliares. Após exame, o tratamento é iniciado imediatamente e os pacientes passam a ter acompanhamento permanente das equipes da Estratégia Saúde da Família Rural.

 

O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, ressalta que acompanhar os pacientes de leishmaniose sistematicamente está nos protocolos de assistência aos usuários para evitar descontinuidade do tratamento quando as unidades de saúde estão fechadas ou que haja abandono do tratamento por parte do usuário. “Muitas vezes o paciente acha que está curado porque a lesão está aparentemente cicatrizada. No entanto, só o tratamento completo garante a cura”. Homero destaca que a doença não tratada ou não tratada corretamente pode levar à morte.

 

O secretário lembra que as áreas de risco para leishmaniose são as que ficam próximas à floresta, que é o habitat do mosquito transmissor. “Quem vive ou visita esses locais a trabalho ou para o lazer, deve se proteger, fazendo uso, principalmente, de repelentes e mosquiteiros”.

 

A leishmaniose é transmitida quando fêmeas de insetos flebotomíneos (conhecido popularmente como mosquito palha) picam mamíferos silvestres ou domésticos já infectados (preguiça, gambá, roedores, cães e cavalos, entre outros) e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi. Estes insetos pertencem ao grupo das moscas, mosquitos, borrachudos e maruins, são pequenos, tem uma coloração amarelada e se desenvolvem em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria orgânica como folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo.

 

Há dois tipos de leishmaniose, a tegumentar americana, que ataca a pele e as mucosas do nariz e da boca, causando ulcerações; e a visceral, que ataca os órgãos internos, principalmente fígado, baço, gânglios linfáticos e medula óssea.

 

Os principais sintomas são febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia.

 

Não há vacina contra a leishmaniose. A melhor de forma de prevenção, além do uso de repelente e roupas longas, é utilizar mosquiteiros em camas e redes. Para os que moram em área de risco, a recomendação é telar portas e janelas, limpar os abrigos de animais domésticos e limpar periodicamente os quintais, retirando matéria orgânica procurada por animais que são potenciais fontes de infecção, como cães e roedores.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): 92 3236-8315

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