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Comunitários recebem certificado durante encerramento do Projeto Troca de Saberes

Moradores da Comunidade Nova Esperança, na APA Tarumã-Ponta Negra, receberam certificados de participação do Projeto Troca de Saberes, desenvolvido pela Prefeitura de Manaus e o Instituto Federal de Educação e Tecnologia do Amazonas (Ifam-AM), ao longo de três meses de trabalho. Além da certificação, o ato de encerramento das atividades do projeto, realizado no último dia 9, foi marcado por relatos das novas práticas adquiridas pelos comunitários a partir dos conhecimentos repassados em palestras e oficinas.

 

“Nessa formação, percebemos todo o processo desde o começo, as partes teórica e prática até a conclusão da capacitação, culminando com a entrega do certificado, que é um documento que vai somar ao nosso cadastro de assentado rural e até no processo de aposentadoria”, afirmou a moradora Ana Bezerra, que é agricultora e participou do projeto.

 

Durante as atividades, os comunitários entraram em contato com os conceitos de reaproveitamento de resíduos, produção de compostagem orgânica e a valorização dos recursos naturais locais.

 

A presidente do Conselho da APA Tarumã-Ponta Negra, Angeline Ugarte, que é técnica da Semmas, explicou que o projeto atingiu um dos seus principais objetivos. “Fizemos com que os comunitários percebessem a riqueza dos ecossistemas ali presentes e o potencial que os mesmos têm para sua sustentabilidade, sem a necessidade da degradação em escala, tanto na produção familiar de alimentos quanto no reaproveitamento de materiais para estímulo à arborização e paisagismo da comunidade”, afirmou Angeline.

 

O projeto teve início em outubro do ano passado, tendo como metas o envolvimento comunitário para a proteção dos recursos naturais por meio de ações educativas ligadas à valorização da terra e o reaproveitamento de resíduos. A comunidade, pela proximidade com a zona urbana, vinha sofrendo o impacto do mau uso do solo e do descarte indiscriminado.

 

Aproximadamente cem pessoas da comunidade foram beneficiadas com as práticas sustentáveis envolvendo a comunidade em idade escolar e adulta na produção de canteiros familiares agroecológicos.

 

A coordenadora do projeto, Viviane Gil, destacou a abertura da comunidade aos novos conhecimentos. “Agradecemos o interesse e a disponibilidade das pessoas de saírem dos seus afazeres diários para receberem essa formação e colocarem em prática os conhecimentos adquiridos”, afirmou.

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