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Colônia de Férias ajuda a combater trabalho infantil

Menores que eram explorados pelos pais ou familiares para pedir dinheiro, vender balas ou fazer malabares nos principais cruzamentos da capital, estão tendo a oportunidade de curtir as férias escolares de uma maneira diferente. A Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) realiza até o dia 28 de janeiro, uma colônia de férias, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste, para aproveitar o tempo livre das crianças e adolescentes que são atendidos no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).

 

“A gente precisa vir ao encontro dessas populações que são menos assistidas. A Semmasdh justifica a sua razão social quando nós vemos oficinas como essa, que atrai a atenção das crianças, despertando nelas o gênio criativo e também a vocação de futuros talentos. Isso nos engrandece e nos motiva”, afirmou o secretário da Semmasdh, Elias Emanuel.

 

Somente em 2016, mais de cem crianças foram encontradas fazendo malabares e outras atividades nos semáforos de Manaus. Pelo menos 90% dessas crianças residem no bairro Colônia Antônio Aleixo, mas também são encontradas nos bairros Zumbi e Viver Melhor.

 

“O objetivo da ação é combater a ociosidade e o trabalho infantil, oferecendo às crianças e adolescentes opções de lazer e entretenimento, por meio da realização de oficinas de música, teatro, skate, patins e outras atividades artísticas durante o período de férias. Está acontecendo em diversos pontos do bairro para que possamos alcançar o maior número de crianças”, declarou a gerente do PETI, Iracilda Nascimento.

 

C.D, de 14 anos, é um dos participantes. Em pouco tempo aprendeu a tocar flauta e descobriu nas atividades o prazer de ser criança. “Aqui está sendo legal, porque tem muitas crianças que não tem o que fazer e ficam bagunçando por aí, outras trabalhando, jogando bolinha nos sinais. Pelo menos eu não fico mais pela rua”, disse.

 

Sandro Medeiros, ator e diretor de teatro, é um dos voluntários na colônia de férias. Com mais de 25 anos de atuação, encontrou no teatro de periferia, há 15 anos, a ferramenta necessária para mudar a vida de milhares de pessoas.

 

“Partimos do princípio da realidade que eles vivem e, através daí, incentivamos que eles contem as suas histórias para que, através dos mecanismos do teatro, a gente consiga fazê-los pensar. A partir dessa mudança de pensamento, viver uma nova história”, destacou Sandro.

 

Texto: Leonardo Fierro / Semmasdh

Fotos: Altemar Alcântara / Semcom

Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHskQJCwAq

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh): 3215-4616

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