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Tuberculose Pediátrica em pauta

O Primeiro Seminário de Diagnóstico e Manejo Clínico da Tuberculose Pediátrica foi aberto na manhã desta quarta-feira, 6/12, no auditório da Escola de Serviço Público Municipal e Inclusão Socioeducacional (Espi), na avenida Professor Nilton Lins, 3.259 – Parque das Laranjeiras, pela Coordenadora Municipal de Controle da Tuberculose, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Dinah Cordeiro, que representou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

 

De acordo com o gerente Vigilância Epidemiológica, Jair Pinheiro, o seminário tem o apoio da Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/MS).

 

“O seminário conta com 200 vagas, das quais 66 serão destinadas a médicos pediatras, 45 a enfermeiros de Unidades Básicas de Saúde (UBS) da área urbana e três para clínicos gerais de UBSs da área rural, além de médicos infectologistas dos Serviços de Atendimento Especializado da Semsa, técnicos dos Programas Municipais de Tuberculose, HIV/Aids e Saúde da Criança e professores das disciplinas de Pediatria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Nilton Lins”, declarou Jair.

 

Jair ressaltou que, durante o evento, o objetivo é chamar atenção para a prática da realização do diagnóstico da Tuberculose (TB) em crianças que, diferentemente da observada em adultos, não tem a tosse como o principal sintoma.

 

“O Protocolo de Programa Nacional de Controle da Tuberculose define que, além da expertise clínica do médico, deve-se utilizar um teste cutâneo chamado de Prova Tuberculínica e realizar um raio-X do tórax para diagnosticar a tuberculose em crianças, podendo então iniciar o tratamento adequado”, completa Jair.

 

Além disso, o seminário capacitará profissionais dos principais serviços e instituições atuantes na atenção ou ensino em Pediatria, resultando na implantação na rede de atenção da Semsa de, pelo menos, 52 Unidades Básicas de Referência para o Diagnóstico e Manejo Clínico da Tuberculose Pediátrica e Infecção Latente de Tuberculose.

 

Diagnóstico e Tratamento

A sintomatologia da TB em crianças é bem diferente da observada no adulto, pois na criança, principalmente as mais novas, a tosse não é o principal sintoma, o que torna o diagnóstico mais complexo, tanto que no período de 2013 a 2017, a média de casos novos diagnosticados em menores de 15 anos foi de 83%, em relação à média total de casos estimada.

 

Em relação aos casos novos da forma pulmonar, a média de detecção foi de 75,8%. O Protocolo do Programa Nacional de Controle da Tuberculose/MS, define que, além da expertise clínica do médico, utilize-se um teste cutâneo chamado de Prova Tuberculínica (que pode ser realizada em 14 Unidades em Manaus, sendo 11 da Semsa) e a realização de Raio-X de tórax, sendo este Protocolo um dos objetos da capacitação no Seminário.

 

Além disso, os profissionais serão capacitados para também aplicarem o Protocolo de Investigação e Tratamento da Infecção Latente da Tuberculose, a ser utilizado principalmente para avaliação das crianças que tenham tido convivência prolongada com adulto recém diagnosticado com Tuberculose. Caso a infecção seja comprovada, faz-se um tratamento preventivo que aumenta a proteção da criança, reduzindo o risco dela desenvolver tuberculose decorrente desse contato.

 

Tuberculose em crianças em Manaus

Desde de 2013, a coordenação tem feito o levantamento dos casos de Tuberculose em crianças na capital. Neste ano, foram detectados 89 casos, o mesmo número em 2014. Em 2015, foram diagnosticados 93 casos, em 2016 foram 88 casos e este ano, 86 casos diagnosticados até agora.

 

Programação

O seminário será divido em sete módulos, que serão distribuídos ao longo dos dois dias. Os temas abordados serão, a Avaliação de Contatos, Diagnóstico e Tratamento da Infecção Latente, Diagnóstico e Tratamento de TB em crianças acima de 10 anos, Adesão ao Tratamento, Quimioprofilaxia Primária, Diagnóstico e Tratamento da TB em Adolescentes, Diagnostico e Tratamento de TB Extrapulmonar, Vacinação BCG, Reação Vacinal, Diagnóstico e Tratamento da TB em crianças a baixo de 10 anos, Coinfecção TB-HIV e Contatos de Tuberculose Drogarresistente.

 

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Texto: Agnaldo Oliveira Júnior / Semsa

Fotos: José Nildo / Semsa

Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHsmb8Zm5P

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